Estou decepcionado. Há muito não me sentia assim.
O Superior Tribunal Federal [STF] acabou com a exigência do diploma de jornalismo. Para quem está de fora, a tendência é concordar com a alegação de que o diploma restringia a liberdade de expressão.
Balela. Desde quando informação qualificada de um jornalista restringe que qualquer outra pessoa se expresse?
Partindo desse princípio, quer dizer que podemos questionar qualquer outra profissão. Por exemplo: posso questionar a exigência de regulamentação dos taxistas, alegando que isso fere o meu direito de ir e vir com o meu próprio carro. Isso me soa tão absurdo quanto aos argumentos utilizados para a decisão.
Pra mim, essa medida só tende a comprometer a qualidade da informação, a imagem da capacidade dos jornalistas devidamente diplomados e todo um sistema já existente.
A queda do diploma pode não interferir na contratação desses profissionais, afinal, pensando pelo lado lógico da coisa, acredito que pouquíssimas empresas contratariam uma pessoa sem a devida formação. Por outro lado, a medida do STF enfraquece mais ainda uma categoria profissional que nunca foi, de fato, forte.
Quero dizer que isso pode comprometer ainda mais os salários, os planos de carreira e as condições de trabalho dos jornalistas. Além disso, acreditar que para exercer esta atividade não exige qualificação é um desrespeito aos que passaram pelo curso superior de comunicação e aos leitores. Se já existe um nítido comprometimento da notícia hoje, imagina sem a exigência de qualificação.
Acredito que, ao invés de abrir brechas para o comprometimento da informação, deveríamos estar preocupados em buscar maneiras de melhorá-la.
O que me deixa mais puto da cara é que os envolvidos nessa decisão não são jornalistas. Em outras palavras, eu não costumo ensinar meu médico a medicar as pessoas. Também não costumo segurar a bolsa de quem a roda numa esquina qualquer. Então, como posso aceitar uma decisão dessas vinda de quem não sabe direito o que acontece dentro do jornalismo?
Acho tudo isso muito preocupante. E lamento, mesmo, que as coisas tenham chegado a esse ponto. Amanhã, qual profissão será questionada?
Espero que questionem o papel de quem está tomando as decisões mais sérias do país.
O Superior Tribunal Federal [STF] acabou com a exigência do diploma de jornalismo. Para quem está de fora, a tendência é concordar com a alegação de que o diploma restringia a liberdade de expressão.
Balela. Desde quando informação qualificada de um jornalista restringe que qualquer outra pessoa se expresse?
Partindo desse princípio, quer dizer que podemos questionar qualquer outra profissão. Por exemplo: posso questionar a exigência de regulamentação dos taxistas, alegando que isso fere o meu direito de ir e vir com o meu próprio carro. Isso me soa tão absurdo quanto aos argumentos utilizados para a decisão.
Pra mim, essa medida só tende a comprometer a qualidade da informação, a imagem da capacidade dos jornalistas devidamente diplomados e todo um sistema já existente.
A queda do diploma pode não interferir na contratação desses profissionais, afinal, pensando pelo lado lógico da coisa, acredito que pouquíssimas empresas contratariam uma pessoa sem a devida formação. Por outro lado, a medida do STF enfraquece mais ainda uma categoria profissional que nunca foi, de fato, forte.
Quero dizer que isso pode comprometer ainda mais os salários, os planos de carreira e as condições de trabalho dos jornalistas. Além disso, acreditar que para exercer esta atividade não exige qualificação é um desrespeito aos que passaram pelo curso superior de comunicação e aos leitores. Se já existe um nítido comprometimento da notícia hoje, imagina sem a exigência de qualificação.
Acredito que, ao invés de abrir brechas para o comprometimento da informação, deveríamos estar preocupados em buscar maneiras de melhorá-la.
O que me deixa mais puto da cara é que os envolvidos nessa decisão não são jornalistas. Em outras palavras, eu não costumo ensinar meu médico a medicar as pessoas. Também não costumo segurar a bolsa de quem a roda numa esquina qualquer. Então, como posso aceitar uma decisão dessas vinda de quem não sabe direito o que acontece dentro do jornalismo?
Acho tudo isso muito preocupante. E lamento, mesmo, que as coisas tenham chegado a esse ponto. Amanhã, qual profissão será questionada?
Espero que questionem o papel de quem está tomando as decisões mais sérias do país.
2 comentários:
A grande verdade é que os argumentos que os "deuses" do STF usaram para caçar o diploma não importam - eles apenas obedeceram aos interesses dos empresários, verdadeiros patronos desta tese exdrúxula. Agora, por que um magistrado da mais alta corte do país serve a esses interesses?
Acho que vou entrar com uma representação exigindo a não obrigatoriedade do diploma de bacharel em direito para exercer as atividades da magistratura. Que tal?
A decisão do STF abre precedentes para o questionamento de várias profissões. Já pensou se a moda pega?
O que me chateia mais é que toda profissão EXIGE, NECESSITA de regulamentação. Sem regulamentação, é como se o jornalismo não fosse uma profissão, mas um hobbie. É frustrante para quem passou 4 anos na faculdade querendo aprender a mudar o mundo...
Seja bem vinda, Lis! Este é um espaço que serve como sala de visitas!
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