Sabes que sou um menino
sei o que queres da vida
sabes que nossos desejos
são beijos que não se combinam
Sei o que pensas do acaso
sabes que ando sem norte
sei que seus olhos traduzem
o que sua boca me esconde
Sabes que vivo na lua
sei que tens os pés no chão
seguindo por trilhas de sonhos
que abrem o seu coração
Sei que o silêncio encontra
no escuro o abrigo perfeito
sabes que amor é verdade
na tarde de um dia sereno
Sabes que a vida te guarda
um canto pra ser o seu lar
sei que o infinito é a medida
do abraço que quero te dar
Sei que carinho é virtude
que surge sem se explicar
sabes que os meus defeitos
explicam meu jeito de amar
quarta-feira, 20 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Era ela
Era feito sonho bom
era dom de bailarina
era sempre a coisa certa
cada palavra que dizia
Eram sinceros os seus gestos
era cantiga o que eu ouvia
na magia de seus lábios
toda vez que ela sorria
Era dela o meu mundo
e tudo o que eu desconhecia
era ela a me guiar
pelos caminhos de euforia
Era dela a virtude
que alude ao milagre
da lembrança de um romance
que não houve de verdade
Era dela a risada
que meu coração amava
feito sombra no silêncio
da canção inacabada
Era quase sem querer
que eu queria o beijo dela
sem haver qualquer motivo
ela era parte do que eu era
Eram tantas outras coisas
que meu coração pedia
mas era ela a única certeza
que meu coração sabia
era dom de bailarina
era sempre a coisa certa
cada palavra que dizia
Eram sinceros os seus gestos
era cantiga o que eu ouvia
na magia de seus lábios
toda vez que ela sorria
Era dela o meu mundo
e tudo o que eu desconhecia
era ela a me guiar
pelos caminhos de euforia
Era dela a virtude
que alude ao milagre
da lembrança de um romance
que não houve de verdade
Era dela a risada
que meu coração amava
feito sombra no silêncio
da canção inacabada
Era quase sem querer
que eu queria o beijo dela
sem haver qualquer motivo
ela era parte do que eu era
Eram tantas outras coisas
que meu coração pedia
mas era ela a única certeza
que meu coração sabia
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Licença poética
Hoje foi o dia
de deixar a porta aberta
à espera do milagre
que se faz acontecer
Hoje foi o dia
de tocar a sinfonia
que embala a bailarina
pro poeta escrever
Hoje a minha alma
conheceu a sua história
e [quando viu que era hora]
te chamou para dançar
Hoje foi o dia
que o sonho do menino
sem clareza dos caminhos
encontrou seu próprio lar
Hoje o dia foi sereno
como o tempo finge ser
cavalheiro do futuro
que pretende acontecer
Hoje o dia foi silêncio
que me fez compreender
nas entrelinhas do destino
que o milagre era você
de deixar a porta aberta
à espera do milagre
que se faz acontecer
Hoje foi o dia
de tocar a sinfonia
que embala a bailarina
pro poeta escrever
Hoje a minha alma
conheceu a sua história
e [quando viu que era hora]
te chamou para dançar
Hoje foi o dia
que o sonho do menino
sem clareza dos caminhos
encontrou seu próprio lar
Hoje o dia foi sereno
como o tempo finge ser
cavalheiro do futuro
que pretende acontecer
Hoje o dia foi silêncio
que me fez compreender
nas entrelinhas do destino
que o milagre era você
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Quando for a hora
Quando o mundo fica louco
e o tempo perde a hora
quando o lar fica vazio
e o vento bate a porta
Quando todas as estrelas
se apagam, como agora
é sinal que o destino
te abraça e leva embora
Quando a música acaba
e o silêncio incomoda
seja por qualquer motivo
a lembrança te assombra
Quando nada faz sentido
na razão que não encontra
o motivo do desastre
que ficou por sua conta
Quando tudo que for triste
decidir te abandonar
vai abrir novos caminhos
pr'alegria se instalar
Quando for inevitável
que o sol volte a brilhar
vai haver inspiração
pr'outra história começar
Quando for a hora certa
a paciência vai mostrar
que a vida tem espaço
pra você em algum lugar
Quando for a hora certa
o perdão vai imperar
mas, por hora, sou menino
que precisa esperar
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Em tempo
Deixe a sorte te guiar
o amor te convencer
deixe tudo que é bonito
e infinito te acolher
Deixe o dia amanhecer
e a tristeza ir embora
o que não cabe em seu amor
é melhor que vá agora
Deixe a página virar
e o futuro acontecer
deixe o dia ser perfeito
e o improviso te render
Deixe a porta entreaberta
à espera da chegada
da esperança que renova
os caminhos da jornada
Deixe a foto na estante
que guardou o seu sorriso
ouça a palavra repetida
que ganhou novo sentido
Deixe a calma te mostrar
a verdade com clareza
intuição é o instinto
mais bonito da nobreza
Deixe os braços estendidos
como quem quer alcançar
toda sorte que deseja
e um dia vai chegar
o amor te convencer
deixe tudo que é bonito
e infinito te acolher
Deixe o dia amanhecer
e a tristeza ir embora
o que não cabe em seu amor
é melhor que vá agora
Deixe a página virar
e o futuro acontecer
deixe o dia ser perfeito
e o improviso te render
Deixe a porta entreaberta
à espera da chegada
da esperança que renova
os caminhos da jornada
Deixe a foto na estante
que guardou o seu sorriso
ouça a palavra repetida
que ganhou novo sentido
Deixe a calma te mostrar
a verdade com clareza
intuição é o instinto
mais bonito da nobreza
Deixe os braços estendidos
como quem quer alcançar
toda sorte que deseja
e um dia vai chegar
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Eu sei, eu sei..
Sei que brilha um futuro
e um sorriso sem querer
entre o dia que acaba
e o que vai amanhecer
Sei que o tempo cura tudo
e o afeto é a medida
do abraço que acalma
e do colo que abriga
Sei que o beijo é silêncio
que se espera escutar
sem fazer qualquer esforço
ou pretenção de encontrar
Sei que o mar é infinito
se quiser que ele seja
com mensagens em garrafas
com o amor que se deseja
Sei que a vida é privilégio
de destino improvisado
é o erro que completa
o poema inacabado
e um sorriso sem querer
entre o dia que acaba
e o que vai amanhecer
Sei que o tempo cura tudo
e o afeto é a medida
do abraço que acalma
e do colo que abriga
Sei que o beijo é silêncio
que se espera escutar
sem fazer qualquer esforço
ou pretenção de encontrar
Sei que o mar é infinito
se quiser que ele seja
com mensagens em garrafas
com o amor que se deseja
Sei que a vida é privilégio
de destino improvisado
é o erro que completa
o poema inacabado
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Nuances
Parecia a neblina
que ofusca o caminho
e confunde os instintos
destemidos do andarilho
Parecia a meia noite
ao sol de meio dia
era como a brincadeira
no sorriso da menina
Era abrigo a céu aberto
descoberto teto acima
era a falta de argumento
que o tempo repetia
Parecia desatino
a solução que eu não via
no lugar que habitava
todo sonho que existia
Parecia que era sua
toda a sorte que havia
e camuflava a verdade
da angústia que era minha
que ofusca o caminho
e confunde os instintos
destemidos do andarilho
Parecia a meia noite
ao sol de meio dia
era como a brincadeira
no sorriso da menina
Era abrigo a céu aberto
descoberto teto acima
era a falta de argumento
que o tempo repetia
Parecia desatino
a solução que eu não via
no lugar que habitava
todo sonho que existia
Parecia que era sua
toda a sorte que havia
e camuflava a verdade
da angústia que era minha
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Aos poucos [e pra sempre...]
Aos poucos e pra sempre
como sempre, sem querer
como a vida que insiste
sem qualquer razão de ser
Aos poucos e pra sempre
paciente e com calma
com os olhos no futuro
e nos sonhos de agora
Aos poucos e pra sempre
mas - nem sempre - com certeza
mesmo quando sua força
for mentira indefesa
Seja a calma esperada
em resposta ao socorro
que acontece a todo instante
para sempre e aos poucos
Aos poucos e pra sempre
desejado ou descontente
apropriado ou confuso
planejado ou de repente
Aos poucos e pra sempre
se acostume que a vida
é movimento inesperado
que inventa a bailarina
como sempre, sem querer
como a vida que insiste
sem qualquer razão de ser
Aos poucos e pra sempre
paciente e com calma
com os olhos no futuro
e nos sonhos de agora
Aos poucos e pra sempre
mas - nem sempre - com certeza
mesmo quando sua força
for mentira indefesa
Seja a calma esperada
em resposta ao socorro
que acontece a todo instante
para sempre e aos poucos
Aos poucos e pra sempre
desejado ou descontente
apropriado ou confuso
planejado ou de repente
Aos poucos e pra sempre
se acostume que a vida
é movimento inesperado
que inventa a bailarina
terça-feira, 5 de maio de 2015
As [des]vantagens de ser invisível
Uma hora você está ali.
Mas não existe.
As pessoas notam, mas não comentam. É a praticidade do silêncio, mas sem o seu conforto.
É a sua câmera que dispara a foto. O para-brisa do seu carro é a moldura.
Tem seu coração naquele instante. Mas não é suficiente.
Sua participação é incidental. Não há nada que comprove, mas sua intuição diz que se não fosse a parte pragmática da coisa [a carona, a ajuda, o ombro] você não seria necessário.
Há o desafio de ser honesto com o que se quer da vida. E há a desonestidade do que a vida te oferece e você, ordinariamente, aceita.
Uma hora você já não está mais ali.
Já esteve. Talvez, ainda continue.
Só não faz mais diferença.
Sobram cinco minutos. Você os desperdiça como o gole que fica no fundo do copo e não será usado porque a sede já foi saciada.
Você respira, alinha o peito e acredita estar satisfeito com a decisão que tomou. Todo rompimento é necessário para o recomeço.
Você já foi embora. E ninguém percebeu.
Na verdade, você nunca esteve ali...
Mas não existe.
As pessoas notam, mas não comentam. É a praticidade do silêncio, mas sem o seu conforto.
É a sua câmera que dispara a foto. O para-brisa do seu carro é a moldura.
Tem seu coração naquele instante. Mas não é suficiente.
Sua participação é incidental. Não há nada que comprove, mas sua intuição diz que se não fosse a parte pragmática da coisa [a carona, a ajuda, o ombro] você não seria necessário.
Há o desafio de ser honesto com o que se quer da vida. E há a desonestidade do que a vida te oferece e você, ordinariamente, aceita.
Uma hora você já não está mais ali.
Já esteve. Talvez, ainda continue.
Só não faz mais diferença.
Sobram cinco minutos. Você os desperdiça como o gole que fica no fundo do copo e não será usado porque a sede já foi saciada.
Você respira, alinha o peito e acredita estar satisfeito com a decisão que tomou. Todo rompimento é necessário para o recomeço.
Você já foi embora. E ninguém percebeu.
Na verdade, você nunca esteve ali...
terça-feira, 14 de abril de 2015
Canção pra abraçar Aline
Não se afobe não, morena
tudo passa devagar
tudo passa acelerado
cada coisa em seu lugar
Soberano é mesmo o tempo
que ensina a acalmar
o coração que está aflito
com vontade de chorar
Não se afobe não, morena
hoje o dia foi de sol
como olhos que iluminam
feito as luzes de um farol
Hoje o sonho é permitido
e o carinho é a medida
do abraço que te acalma
e do beijo que te brinda
Não se afobe não, morena
já não há o que temer
enquanto voa o beija-flor
faço um poema pra você
Não se afobe não, morena
tudo isso vai passar
não há dor que seja eterna
meu amor vai te ensinar
tudo passa devagar
tudo passa acelerado
cada coisa em seu lugar
Soberano é mesmo o tempo
que ensina a acalmar
o coração que está aflito
com vontade de chorar
Não se afobe não, morena
hoje o dia foi de sol
como olhos que iluminam
feito as luzes de um farol
Hoje o sonho é permitido
e o carinho é a medida
do abraço que te acalma
e do beijo que te brinda
Não se afobe não, morena
já não há o que temer
enquanto voa o beija-flor
faço um poema pra você
Não se afobe não, morena
tudo isso vai passar
não há dor que seja eterna
meu amor vai te ensinar
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Aconchego de Brasília
Era a seca planejada
projetada sem esquinas
era palco com guerreiros
e trincheira com artistas
Era estrofe inacabada
que o poeta escrevia
sob as luzes de estrelas
com certeza indefinida
Era sonho prometido
de tamanha ousadia
habitando os ministérios
e os mistérios desta ilha
Eram eixos, superquadras
Esplanada, tesourinhas
e um lago para o alento
do calor que entorpecia
Era vida insistente
num lugar que não havia
outra chance pra dar certo
sem a fé que persistia
Era o verbo a conjugar
o futuro que previa
os encontros necessários
no aconchego de Brasília
projetada sem esquinas
era palco com guerreiros
e trincheira com artistas
Era estrofe inacabada
que o poeta escrevia
sob as luzes de estrelas
com certeza indefinida
Era sonho prometido
de tamanha ousadia
habitando os ministérios
e os mistérios desta ilha
Eram eixos, superquadras
Esplanada, tesourinhas
e um lago para o alento
do calor que entorpecia
Era vida insistente
num lugar que não havia
outra chance pra dar certo
sem a fé que persistia
Era o verbo a conjugar
o futuro que previa
os encontros necessários
no aconchego de Brasília
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Embora
Vai levar o tempo embora
como a dança que acaba
como o sonho que termina
e a chance que se esgota
Vai deixar o seu abraço
que ficou pela metade
feito a sobra de ousadia
na coragem do covarde
Vai custar passar as horas
e o sono ter efeito
vai faltar alguma peça
no amor que era perfeito
Vai faltar a melodia
na canção inacabada
por capricho do destino
que navega em água rasa
Vai embora feito sombra
que deixa a luz ficar
iluminando o caminho
esperando ela voltar
Vai embora por um tempo
até a vida aconchegar
em outro dia o mesmo sonho
que espera o seu lugar
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Noite adentro insônia afora
Da janela do meu quarto
vejo as luzes de Brasília
que clareiam as insônias
solitárias como a minha
Ouço a chuva dando trégua
e o silêncio ser quebrado
pelo alarme que dispara
de um carro estacionado
Eu escuto a coruja
que enfeita a madrugada
como acordes que completam
a canção inacabada
Vejo a lua em seu mistério
anunciar em serenata
a riqueza do tesouro
no navio que naufraga
Sinto o tempo fazer graça
de pirraça com o sono
que escapa sem motivo
como a sorte de seu dono
Sinto o cheiro da manhã
e o cansaço que antecipam
outra noite de insônia
sob as luzes desta ilha
vejo as luzes de Brasília
que clareiam as insônias
solitárias como a minha
Ouço a chuva dando trégua
e o silêncio ser quebrado
pelo alarme que dispara
de um carro estacionado
Eu escuto a coruja
que enfeita a madrugada
como acordes que completam
a canção inacabada
Vejo a lua em seu mistério
anunciar em serenata
a riqueza do tesouro
no navio que naufraga
Sinto o tempo fazer graça
de pirraça com o sono
que escapa sem motivo
como a sorte de seu dono
Sinto o cheiro da manhã
e o cansaço que antecipam
outra noite de insônia
sob as luzes desta ilha
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
No abraço de criança
Qual a hora da verdade
o que tem mais importância
o que é maior que o amor
e toda a sua irrelevância
O que é especial
ou merece tolerância
será a nossa inocência
ou a nossa ignorância
Onde o vento já não chega
e o tempo não avança
o finito não se conta
o favor que é cobrança
O que finge ser perfeito
pelo jeito não se banca
feito ouro sem garimpo
ou herdeiro sem herança
Qual a data do passado
que o futuro não alcança
qual o alvo que se acerta
com a flecha da lembrança
O que é definitivo
qual o ritmo da dança
porque a vida é improviso
no abraço de criança
o que tem mais importância
o que é maior que o amor
e toda a sua irrelevância
O que é especial
ou merece tolerância
será a nossa inocência
ou a nossa ignorância
Onde o vento já não chega
e o tempo não avança
o finito não se conta
o favor que é cobrança
O que finge ser perfeito
pelo jeito não se banca
feito ouro sem garimpo
ou herdeiro sem herança
Qual a data do passado
que o futuro não alcança
qual o alvo que se acerta
com a flecha da lembrança
O que é definitivo
qual o ritmo da dança
porque a vida é improviso
no abraço de criança
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Quase nunca
Às vezes
quando o tempo perde a hora
o futuro é agora
e cansaço é solidão
Às vezes
o destino é desencontro
quase nunca é tempo todo
e amor é empolgação
Às vezes
quando faltam as palavras
quase ditas, esgotadas
só pensadas, sem sentido
Às vezes
quando fico meio bobo
perco a voz ou fico rouco
quase fico divertido
Às vezes
é a sombra que aponta
o que a luz não se deu conta
de mostrar o que faltava
Às vezes
é a curva da estrada
que te salva da emboscada
que o destino preparava
Às vezes
alegria passageira
de vizinha fofoqueira
é novidade envelhecida
Às vezes
o acaso é o motivo
de alguma raridade
que acontece todo dia
Às vezes
quando a vida já não anda
porque falta na ciranda
o abraço da criança
Às vezes
é a sorte que me falta
como um deus que perde a calma
com a falta de esperança
Às vezes
a mensagem encabulada
da pessoa inesperada
é respiro que renova
Às vezes
dá saudade de um tempo
das lembranças que o vento
como pipa, leva embora
quando o tempo perde a hora
o futuro é agora
e cansaço é solidão
Às vezes
o destino é desencontro
quase nunca é tempo todo
e amor é empolgação
Às vezes
quando faltam as palavras
quase ditas, esgotadas
só pensadas, sem sentido
Às vezes
quando fico meio bobo
perco a voz ou fico rouco
quase fico divertido
Às vezes
é a sombra que aponta
o que a luz não se deu conta
de mostrar o que faltava
Às vezes
é a curva da estrada
que te salva da emboscada
que o destino preparava
Às vezes
alegria passageira
de vizinha fofoqueira
é novidade envelhecida
Às vezes
o acaso é o motivo
de alguma raridade
que acontece todo dia
Às vezes
quando a vida já não anda
porque falta na ciranda
o abraço da criança
Às vezes
é a sorte que me falta
como um deus que perde a calma
com a falta de esperança
Às vezes
a mensagem encabulada
da pessoa inesperada
é respiro que renova
Às vezes
dá saudade de um tempo
das lembranças que o vento
como pipa, leva embora
domingo, 2 de novembro de 2014
Tudo de novo
Sabe quando o tempo desafia
e insiste em não passar
e a novidade é a lembrança
que já estava em seu lugar
como as tardes de domingo
é assim que eu me sinto
Sabe quando a madrugada avança
e o sono vai embora
e a coragem que faltava
chega tão fora de hora
o seu sonho esquisito
é o mundo que habito
Do jeitinho como a vejo
e a beijo em meus sonhos
devagar
como a embalo em meu abraço
Como a urgência que eu tenho
por você o tempo todo
um dia desses
vou viver tudo de novo
Lembra a certeza que eu tinha
com o futuro em minhas mãos
era vontade insistente
que percorria a contramão
do bom senso que gritava
os sinais que a vida dava
Chega o lamento é o canto
que não merece ter a voz
não representa o universo
do amor que havia entre nós
o amor que eu desejo
só descubro em seus beijos
Do jeitinho como a vejo
e a beijo em meus sonhos
devagar
como a embalo em meu abraço
Como a urgência que eu tenho
por você o tempo todo
um dia desses
vou viver tudo de novo
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Coração de menina
Seu coração de menina
Que faz de brinquedo o tempo
Carrega coragem de sobra
Confia e guarda segredos
Coração de menina é o seu
Que abraça com sinceridade
Abraço que cura sorrisos
Abraço que deixa saudade
Ensina caminhos bonitos
Lições que eu desconhecia
Sereno como um bom amor
É o seu coração de menina
O canto embaixo de chuva
Perfeito poema sem rima
Escada para o horizonte
Encontros em cada esquina
Passeio de fim de semana
Criança sorrindo pra vida
Serestas pelas madrugadas
Desejo ao seu coração de menina
Que faz de brinquedo o tempo
Carrega coragem de sobra
Confia e guarda segredos
Coração de menina é o seu
Que abraça com sinceridade
Abraço que cura sorrisos
Abraço que deixa saudade
Ensina caminhos bonitos
Lições que eu desconhecia
Sereno como um bom amor
É o seu coração de menina
O canto embaixo de chuva
Perfeito poema sem rima
Escada para o horizonte
Encontros em cada esquina
Passeio de fim de semana
Criança sorrindo pra vida
Serestas pelas madrugadas
Desejo ao seu coração de menina
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Tardes de domingo
Hoje o dia está estranho
e não há o que fazer
já não há o que ser dito
nem história a reescrever
Não há causa sem efeito
feito sorte sem promessa
dia estranho, esquisito
e não é de brincadeira
E não é de brincadeira
essa tristeza passageira
começou há um segundo
e vai durar a noite inteira
Hoje o dia está estranho
e me sinto esquisito
sabe as tardes de domingo?
é assim que eu me sinto
Feito a sombra inexistente
abandonada pelo sol
que procura o seu abrigo
rastreando algum farol
Sei que a tristeza é passageira
de mal gosto e corriqueira
sem fazer qualquer sentido
vai doer a noite inteira
E não é de brincadeira
mesmo sendo corriqueira
certa hora vai embora
embora doa a noite inteira
e não há o que fazer
já não há o que ser dito
nem história a reescrever
Não há causa sem efeito
feito sorte sem promessa
dia estranho, esquisito
e não é de brincadeira
E não é de brincadeira
essa tristeza passageira
começou há um segundo
e vai durar a noite inteira
Hoje o dia está estranho
e me sinto esquisito
sabe as tardes de domingo?
é assim que eu me sinto
Feito a sombra inexistente
abandonada pelo sol
que procura o seu abrigo
rastreando algum farol
Sei que a tristeza é passageira
de mal gosto e corriqueira
sem fazer qualquer sentido
vai doer a noite inteira
E não é de brincadeira
mesmo sendo corriqueira
certa hora vai embora
embora doa a noite inteira
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Quando falta o assunto
De todas as formas
por todos os lados
um tiro certeiro
no alvo errado
Um pouco de tudo
junto e misturado
a fome que enche
o fundo do prato
O seu olhar para baixo
quando falta o assunto
deixa entrar o silêncio
que até hoje escuto
A chance perdida
o caminho trilhado
a hora do beijo
no tempo esgotado
A mensagem que falta
no verso inacabado
não traduz o desejo
do poeta calado
O seu olhar para baixo
enquanto peço perdão
é a nota que falta
mas completa a canção
O convite aceito
pra um filme ruim
a confissão que esconde
uma parte de mim
A discrição barulhenta
o exagero contido
a saudade que aumenta
com o tempo perdido
O seu olhar para baixo
enquanto escuta a canção
deixa escapar um sorriso
que eu já conheço
por todos os lados
um tiro certeiro
no alvo errado
Um pouco de tudo
junto e misturado
a fome que enche
o fundo do prato
O seu olhar para baixo
quando falta o assunto
deixa entrar o silêncio
que até hoje escuto
A chance perdida
o caminho trilhado
a hora do beijo
no tempo esgotado
A mensagem que falta
no verso inacabado
não traduz o desejo
do poeta calado
O seu olhar para baixo
enquanto peço perdão
é a nota que falta
mas completa a canção
O convite aceito
pra um filme ruim
a confissão que esconde
uma parte de mim
A discrição barulhenta
o exagero contido
a saudade que aumenta
com o tempo perdido
O seu olhar para baixo
enquanto escuta a canção
deixa escapar um sorriso
que eu já conheço
terça-feira, 10 de junho de 2014
Rascunho de poesia
Sou um doido que canta uma coisa qualquer
Pra tentar ser inteiro - ou o melhor que puder
Sou o que não se sabe ou o que já se esqueceu
A saudade que fica do amor que morreu
Sou a caixa vazia das suas lembranças
De um tempo feliz, de integridade sacana
A edição de um filme feito em cima da cama
Honestidade fingida, suavidade profana
Sou a vela que acaba, a luz que se acende
A estrada molhada, o calor do acidente
Sou o prato vazio da fome que só aumenta
A sobra da escassez, o amor que alimenta
Sou o dinheiro que acaba, a dívida que aumenta
O sonho que entala na passagem estreita
Sou o tempo esgotado, a falta de sorte
A brisa da madrugada, a cicatriz de um corte
Sou a metade de um papel com a confissão de um crime
Sou a caneta sem tinta que assina a sentença
Diferente do que fui ou serei
Menor do que quero e maior do que sonhei
Sou a metade de uma esquina
Que não sabe pra onde vai e nem onde termina
Rascunho de poesia...
Pra tentar ser inteiro - ou o melhor que puder
Sou o que não se sabe ou o que já se esqueceu
A saudade que fica do amor que morreu
Sou a caixa vazia das suas lembranças
De um tempo feliz, de integridade sacana
A edição de um filme feito em cima da cama
Honestidade fingida, suavidade profana
Sou a vela que acaba, a luz que se acende
A estrada molhada, o calor do acidente
Sou o prato vazio da fome que só aumenta
A sobra da escassez, o amor que alimenta
Sou o dinheiro que acaba, a dívida que aumenta
O sonho que entala na passagem estreita
Sou o tempo esgotado, a falta de sorte
A brisa da madrugada, a cicatriz de um corte
Sou a metade de um papel com a confissão de um crime
Sou a caneta sem tinta que assina a sentença
Diferente do que fui ou serei
Menor do que quero e maior do que sonhei
Sou a metade de uma esquina
Que não sabe pra onde vai e nem onde termina
Rascunho de poesia...
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