segunda-feira, 1 de março de 2010

Rapidinhas [ui!]

Amigo, fiel e companheiro. Foi isso o que eu ouvi uma menina dizer em um programa de TV quando respondia ao apresentador o tipo de homem que procurava.

Mulherada, vocês querem um namorado ou um cachorro?

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Acessibilidade não é o forte de Brasília. Aqui é uma das poucas cidades que conheço onde, na maioria dos bares, para ir ao banheiro é necessário subir escadas.

Conclusão: os comerciantes são uns fela da mãe e os bêbados são parceiros bagarai!!!

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Se dinheiro fosse bosta, pobre nasceria sem cu. Que falta de sorte! A galera acertou os números da Mega Sena, mas não ganhou o prêmio.

Conclusão: levaram uma bolada!

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Minha companhia no sábado a tarde foi o primeiro violão que comprei há 5 anos. Lembro que cada uma das 10 prestações de R$ 40 reais parecia ser de R$ 400. Se eu soubesse o que isso representaria hoje, teria pagado com mais alegria.

É incrível como o valor de comprar sonhos com o próprio esforço faz tão bem.

Pai, mãe. Perdão. Mas agora preciso deixar de pagar o aluguel pra comprar uma guitarra elétrica...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No espaço dos outros é refresco!

O Rascunhos do Rapha sempre me deu a possibilidade de transpor alguns sentimentos para a grande sala do mundo que é a internet. Esse é um prazer do qual não abro mão.

Mas, às vezes, o espaço deste blog, assim como outros espaços, fica um pouco limitado.

É por isso que, aproveitando o espaço [ui!] do Navarros, tenho experimentado a risada através do texto.

Todas as quintas-feiras, no HUMORena, um novo post meu. Uma maneira descontraída de comentar as grandes piadas que acontecem no centro do Poder. Mergulho que começa em Brasília e respinga no resto do país.

Por enquanto, há três posts: este, este outro e este aqui!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Candango

Lelo Marques esteve em Brasília. Veio passar uns dias, descansar e conhecer o Planalto Central.

Uma câmera, um violão e muita coisa torta na cabeça. A improvisação pede um vexame registrado!

O resultado foi esse:



O metrô ta foda.”
Eu também tô foda!

Ainda bem que sabe...

Valeu pela visita, Lelo! Volte sempre.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Impressões de uma Brasília feminina

Olhos que escondem segredos distantes
Castanhos do tamanho da escuridão: distância maior que a distância entre nós.

Pele macia que arranha o desejo que sinto
Que guarda o cheiro do sonho que lembro ter tido na infância.

Parte de um texto perfeito, embora ainda inacabado
Simetria na curva que desmancha a linearidade calculada.

Espaço impróprio pra dor ou qualquer coisa que não seja afeto
Vontade que brota nos olhos e desejo que escapa da boca...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pode ser...

Pode ser que eu me afogue nas palavras que silencio
Por acreditar que falar é bobagem quando os olhos se encontram.
Pode ser que eu perca a certeza se a escolha não fizer diferença
Ou defenda uma coisa que eu não goste só por saber que é verdade.
Porque uma parte da vida é o que existe. Mas a outra é o que sonhamos.

Pode ser que um segundo seja todo o tempo que preciso
Pra fazer o que fingi acreditar por uma vida inteira.
Pode ser que o castigo seja o que a gente mais queira
Só pra testar nossas habilidades como seres humanos.
Porque a rosa é espinho e beleza. Mas não é dessa Rosa que escrevo.

Pode ser que o cinismo não seja defeito
Se a provocação faz a pessoa pensar sobre as coisas que omite.
Pode ser que o vazio nos basta para sempre
Se precisamos de tão pouco para a verdadeira e perene felicidade.
Porque uma parte da essência é o que dizem. Mas a outra é o que acreditamos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Palavras soltas são... rascunhos! [4]

Como se a sombra afogasse os desejos que sinto
Como se a luz ofuscasse as coisas que digo
Como se a voz preferisse o que silencio
Sobra o calor do seu corpo no ar que respiro...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Palavras soltas são... rascunhos! [3]

O amor não é cafona. Só está fora de uso...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Palavras soltas são... rascunhos! [2]

Acordei - simultaneamente - com uma vontade inexplicável de ser feliz e um medo gigante de que alguém, por qualquer motivo, me tire isso. Viver é uma antítese...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pouco importa – ou tanto faz!

Tanto faz o caminho se a chegada é a vitória
Pouco importa o barulho se o desejo é a calma
Tanto faz o mergulho se a piscina é rasa
Pouco importa a preferência se a escolha é da alma.

Tanto faz o que digo ou as coisas que escrevo
Pouco importa a coragem se o vício é o medo
Tanto faz o desejo se o que posso não quero
Pouco importa a novidade se o fim é o tédio.

Tanto faz os sentidos se não massageio seu corpo
Pouco importa o tempo se meu sonho é o seu rosto
Tanto faz o segredo quando alguém foi exposto
Pouco importa a outra pessoa se eu te quero de novo.

Tanto faz a ciência se a fórmula não é exata
Pouco importa a chance se já foi esgotada
Tanto faz o emprego se não serve pra nada
Pouco importa a verdade se for inventada.

Tanto faz porque pouco importa. E as duas coisas não são [necessariamente] a mesma.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Diploma já era... [Parte 3]

Não sei de onde foi que o STF [Superior Tribunal Federal] tirou a idéia de que desregulamentar a profissão de jornalista é uma atitude sensata.

Lá no HUMORena meu amigo Navarros vive encontrando pérolas jornalísticas de quem passou pela faculdade. Se com estudo a coisa já tá feia, imagine sem!

Olha só a merda que a falta de regulamentação pode causar:



***

E você, jornalista [diplomado], achando que tem problemas...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Palavras soltas são... rascunhos!

Distâncias geográficas não são distâncias afetivas...

sábado, 18 de julho de 2009

Sinestesia

Mais do que viver, às vezes gosto de simplesmente sentar e ver a vida passar.

Acontece que observar pode ser mais instrutivo do que quebrar a cabeça na constante batalha da vida.

E é interessante ver como as pessoas são diferentes e, por esse motivo, o mundo é o reflexo de tantas escolhas opostas. Mas parece que de tão diferentes as coisas se repetem. Os sonhos são iguais, mas ninguém consegue realizá-los, e isso não deixa de ser engraçado.

Acho que somos eternos caçadores de coisa nenhuma!

Talvez nossos sonhos não se concretizem porque nunca estarmos satisfeitos com o que alcançamos.

Se não aprendemos nada com as coisas que vemos, com os sons que sentimos e com as cores que respiramos, então alguma coisa está errada.

É o círculo vicioso da burrice que se perpetua com os conceitos que guardamos sob nossas hipocrisias.

sábado, 11 de julho de 2009

Músicas que eu queria ter feito [Parte 6]

Fascículos musicais

Desde que me entendo por gente o Roberto Carlos canta sempre as mesmas músicas nos especiais de fim de ano da Globo. Até certo ponto, isso é chato, mas não é tão insuportável quanto ter que aturar o Galvão narrando jogos de futebol e corrida de Fórmula 1.

O que quero dizer é que, apesar da repetição, as músicas do “Rei” são poesias. Não estou dizendo que sou fã incondicional do cara, mas assumo aqui que gostaria de ter feito algumas das canções que ele compôs.

Se ainda hoje são as mesmas músicas que tocam [entre um repertório de mais de 300 canções] quer dizer que elas fazem sentido não apenas a mim, mas a muita gente. Muita gente mesmo!

E isso é um mérito que não é qualquer um que consegue.

Então, no dia em que o Rei faz uma mega apresentação com seus maiores sucessos [mais uma vez ouviremos as mesmas músicas] para comemorar 50 anos de carreira, minha homenagem é selecionar uma de suas músicas para dizer que eu gostaria de ter feito.



***
Diga o que quiser, que é cafona, brega, música de dor-de-cotovelo, o que for, mas chega pra uma mulher, cante uma música dessas e diga que você fez pra ela.

Meu filho, não tem mulher que não saia no tapa por sua causa!

PS: Escolhi este vídeo por ser o clipe mais recente e também por ter a participação da Mariana Ximenes [não necessariamente nessa mesma ordem...]

sábado, 4 de julho de 2009

Herdeiro de uma riqueza não palpável

Hoje acordei com o peito vazio. Deve ser saudade da metade do meu coração que deixei com meu pai e minha mãe.

Como todo ser humano, só depois que a gente perde a companhia diária dos pais é que começamos a perceber o quanto isso é determinante pra gente manter o brilho nos olhos que todo mundo acha que é coragem, mas, no fundo, é a certeza do amparo do pai e da mãe que mantém aceso isso.

E o pior é que a gente nunca consegue retribuir como deve ou como quer. Sempre falta alguma coisa. Falar é tão complicado...

Mas a memória nunca esquece.

Lembro da minha mãe exigindo que eu e meu irmão tirássemos 10 em todas as provas da escola. Meu irmão sempre teve a melhor cabeça da família. Tirar 10 pra ele, naquela época, era tão fácil como eu surrá-lo na sinuca hoje em dia. Por conta da minha incapacidade de estudar, sempre me contentei com os 9.5 das provas. Na primeira vez que consegui um 10, minha mãe disse “você deveria ter tirado 11”! Lógico que na época eu fiquei inconformado, mas hoje entendo perfeitamente o que ela queria me dizer com aquilo. E foi assim que minha mãe me fez perceber que dedicação é mais do que aquilo que você espera de você mesmo – tem a ver também com o que o mundo espera da gente. Cada um tem a opção de ser grande, pequeno ou medíocre. Dependendo do que escolhemos, é da mesma maneira que o mundo vai tratar a gente.

Do meu pai lembro sempre da sua atitude altruísta. A vida inteira ele fez tudo o que podia pelos filhos. Foram poucas as vezes que apanhei dele – e minha mãe morre de ciúmes disso! Pra falar a verdade só lembro de ter apanhado do meu pai uma única vez. E lembro também da maior surra moral que ele me deu. Não me lembro o motivo, mas num certo dia minha mãe dedurou alguma arte que fiz. Meu pai me chamou no quarto e pediu pra que eu explicasse a minha versão da história. Terminei de contar a novela na mesma hora em que ele tirava o cinto. Pensei “phodeu!”, mas o que ele disse foi “eu não vou te bater, mas nunca mais quero que isso se repita”. Enrolou o cinto, guardou na gaveta e foi tomar banho. De lá pra cá, foram muitas as vezes em que levei bronca dos dois, mas nunca pelo mesmo motivo. Isso por conta de dois fatos – necessariamente nessa mesma ordem: primeiro porque me senti importante, aos cinco anos de idade, ao saber que meu pai, um adulto, se interessava em saber a versão de uma criança; segundo porque não apanhar naquele dia me mostrou que a vida sempre tem muitas opções e saídas para qualquer problema.

A verdade é que certas coisas a gente nunca aprende, se acostuma ou se conforma. Se existe algo que nunca vou conseguir é lidar com essa distância geográfica que me separa do abraço de meu pai e do beijo de minha mãe.

Saudade é unidade de medida,
Amor é a ciência exata da vida.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dúvidas de além túmulo

Mochila nas costas e roupa confortável, eu subia uma pequena ladeira em direção à lavanderia, onde eu deixaria meu terno para que alguém fizesse o que eu não sei: lavar e passar o dito cujo.

Ultrapassei um grupo de estudantes uniformizados, provavelmente do Ensino Médio; dois pedreiros que, aparentemente, estavam deixando o turno; e um casal de idosos que fazia caminhada. Mas foi quando me aproximei de uma mulher com uma criança de [mais ou menos] 5 anos que minha atenção foi chamada.

- Mãe, quando a gente morre e vai pro céu a gente vira anjo?
- Não minha filha.
- Mas se a gente não vira anjo, o que faz lá em cima?
- Minha filha, não é assim que as coisas funcionam. É um pouco diferente.
- Mas quando o vovô morreu você disse que ele tava olhando a gente lá de cima. Quem sobe não é anjo? E não é anjo que protege a gente?
- Dá a mão pra atravessar a rua!

A mulher mudou de assunto visivelmente por não saber o que responder. Crianças têm esse dom de fazer com que a gente se sinta pressionado ou envergonhado diante de seus questionamentos. Dúvidas que, de tão simples, parecem ser científicas, envoltas de toda a verdade universal.

O que me impressionou é que essa menina já procura respostas que eu, aos 24 anos, ainda não tenho sobre um assunto que nem deveria ser de seu interesse. Crianças nessa idade deveriam pensar em brincar, fazer traquinagem, desobedecer e irritar os pais... E não saber o que acontece quando sua vida [até então recente] chega ao fim.

O que faz com que essas crianças sejam tão precoces? Aliás, será que isso é bom?

Comecei a me preocupar porque o Brasil não tem uma estrutura educacional que acompanhe com qualidade essa evolução das crianças. Se ainda existem paus-de-arara fazendo o transporte escolar por falta de um investimento mínimo para a compra de veículos decentes, nem vou falar na falta de qualificação dos professores.

Porque é assim que tudo funciona: se o investimento aparece aos olhos e a curto prazo, existe certa tendência de se conseguir alguma verba. Mas, se o investimento for subjetivo e a médio e longo prazo, como capacitação, por exemplo, aí o soneto é diferente...

Acompanhar o desenvolvimento dessas crianças exige sensibilidade. E isso é uma questão cultural. Ainda não estamos totalmente preparados para tentar compreender o que se passa pela infância. Governo e sociedade tentam sanar problemas pontuais, que não deixam de ser importantes – obviamente – mas não são fatos isolados.

Nessa queda de braço ninguém ganha. Todo mundo simplesmente vive.

Assim, as coisas simplesmente acontecem. E nossas dúvidas só aumentam, como no caso da menininha de 5 anos...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Diploma já era... [Parte 2]

Eu soube que alguns políticos já se inscreveram...

***

Dica de Fenanda Pereira.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Lugares, pessoas e subjetividades

Há lugares escondidos no tempo
Pessoas que deixam saudade
Lugares que guardam sossego
Pessoas de imensa bondade.

Há cicatrizes que o tempo não cura
E respostas que a vida não dá
Momentos em que a gente precisa de ajuda
E sonhos voando na brisa do mar.

Há verdades que nunca são ditas
E mistérios que vivem guardados
Pessoas que jamais serão esquecidas
E lugares que jamais serão revelados.

Há esperança num rosto que chora
E um mundo sedento por momento de paz
Momento feliz que, às vezes, demora
Parece que nunca irá chegar.

Há desculpas que nunca serão aceitas
Pessoas que jamais serão perdoadas
Palavras certas vindas de pessoas alheias
Lugares que aguardam a nossa chegada.

Há vícios que nunca serão curados
Lições que jamais serão aprendidas
Pessoas que serão para sempre lembradas
Lugares completos: perfeita simetria.

O melhor caminho não foi descoberto
A maior descoberta não foi registrada
Há pessoas que quero ter sempre por perto
Meu tesouro é a família que eu deixei em casa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Diploma já era...

Estou decepcionado. Há muito não me sentia assim.

O Superior Tribunal Federal [STF] acabou com a exigência do diploma de jornalismo. Para quem está de fora, a tendência é concordar com a alegação de que o diploma restringia a liberdade de expressão.

Balela. Desde quando informação qualificada de um jornalista restringe que qualquer outra pessoa se expresse?

Partindo desse princípio, quer dizer que podemos questionar qualquer outra profissão. Por exemplo: posso questionar a exigência de regulamentação dos taxistas, alegando que isso fere o meu direito de ir e vir com o meu próprio carro. Isso me soa tão absurdo quanto aos argumentos utilizados para a decisão.

Pra mim, essa medida só tende a comprometer a qualidade da informação, a imagem da capacidade dos jornalistas devidamente diplomados e todo um sistema já existente.

A queda do diploma pode não interferir na contratação desses profissionais, afinal, pensando pelo lado lógico da coisa, acredito que pouquíssimas empresas contratariam uma pessoa sem a devida formação. Por outro lado, a medida do STF enfraquece mais ainda uma categoria profissional que nunca foi, de fato, forte.

Quero dizer que isso pode comprometer ainda mais os salários, os planos de carreira e as condições de trabalho dos jornalistas. Além disso, acreditar que para exercer esta atividade não exige qualificação é um desrespeito aos que passaram pelo curso superior de comunicação e aos leitores. Se já existe um nítido comprometimento da notícia hoje, imagina sem a exigência de qualificação.

Acredito que, ao invés de abrir brechas para o comprometimento da informação, deveríamos estar preocupados em buscar maneiras de melhorá-la.

O que me deixa mais puto da cara é que os envolvidos nessa decisão não são jornalistas. Em outras palavras, eu não costumo ensinar meu médico a medicar as pessoas. Também não costumo segurar a bolsa de quem a roda numa esquina qualquer. Então, como posso aceitar uma decisão dessas vinda de quem não sabe direito o que acontece dentro do jornalismo?

Acho tudo isso muito preocupante. E lamento, mesmo, que as coisas tenham chegado a esse ponto. Amanhã, qual profissão será questionada?

Espero que questionem o papel de quem está tomando as decisões mais sérias do país.

domingo, 7 de junho de 2009

Músicas que eu queria ter feito [Parte 5]

Acredito, veementemente, que o amor extrapola sua “função” de sentimento. Ele é universal, intrínseco, adimensional e completo. É simples também, mas temos o péssimo defeito de complicá-lo sempre quando está relacionado a outras pessoas.

Clarice Lispector disse que “viver ultrapassa qualquer entendimento”. Concordo. Mas não entendo porque tentamos entender o amor. Aliás, porque tentamos entender tantas coisas?

Nossa paranóia é tão grande que até as crianças são contaminadas, embora seus entendimentos sobre o amor sejam bem melhores que os nossos.

Existem muitas músicas lindas que falam sobre o amor, por isso tive muita dúvida em selecionar uma para marcar o dia dos namorados, que está chegando.

Escolhi “Certas Coisas”, do Lulu Santos. Particularmente, acho ele um cara muito mala, mas que compõe como poucos. E esta canção capta muito bem essa coisa de “nem tudo precisa ter uma explicação”.



***

Eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Definitivamente, esta é uma das músicas que eu queria ter feito!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O bambu de Maísa!

Podem falar o que quiser da Maísa!
Que ela é chata, metida à besta [e é mesmo], arrogante, mala...
Vamos considerar tudo isso.
Mas vamos dar um desconto. Afinal, ela é C-R-I-A-N-Ç-A!!!
E está naquela fase insuportável de qualquer ser humano, seja rico, pobre, feio, remelento, cacarento, enfim!

Uma coisa que a gente tem que avaliar também é que a Maísa está em situação de trabalho. Tudo bem que não é um trabalho insalubre e sujo, mas é trabalho! Só porque ela aparece bem tratada no vídeo não significa que ali seja o lugar que ela devesse estar. É o mesmo que acontece com crianças e adolescentes que praticam esportes.

E não tem essa de que “ela se diverte fazendo aquilo”, “é como se estivesse brincando”. Uma ova! Brincar é de graça, na hora que quiser e não implica em contratos e salários. Dane-se a fonte de lucros! Ser criança é estar em uma condição especial e ter esse direito respeitado.

Pra piorar, ela trabalha com o Silvio Santos. É impressão minha ou ele ta ficando fanfarrão com o passar dos anos?!

Tenho uma teoria que explica por que o Silvio atormenta tanto a coitadinha. A minha opinião é que ele ficou traumatizado depois que uma criança do auditório perguntou a diferença entre o poste, a mulher e o bambu.



***
Se a Maísa fizesse o mesmo, D-U-V-I-D-O que ele apelaria tanto com ela!