Temos o dia pra pensar
a tarde toda para resolver
a noite inteira pra executar
a o resto da vida pra se arrepender
Queremos tudo planejado
pra nenhum erro acontecer
pra que ninguém cometa contra a gente
os erros que a gente iria cometer
Você de um lado e o mundo do outro
gritando até ficarem roucos
Ideias brilhantes de líderes loucos
são guerras por motivos bobos...
O tempo todo é pouco pro infinito
e pouco tempo é demais pra assumir
o despertar do que ficou esquecido
e tanto erro pra alguém corrigir
Saudade é o amor que restou
por alguém que teve que partir
pra eternidade da nossa memória
no melhor que temos para dividir
Tento viver como gato escaldado,
com todos os riscos calculados
Descontrole pode ser benefício
se o controle for desperdício...
Lutar por uma causa perdida
se entregando de maneira plena
não é o desperdício de uma vida
ou algo que não tenha valido a pena
Pra que sonhar com um mundo igual
se a beleza está no que é diferente
na diversidade de cada pessoa
A felicidade está no que a gente aprende
O que você procura nas coisas que digo?
conselho, abraço ou um abrigo?
Palavras avulsas não explicam o que eu sinto
só selecionam o que eu digo...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A saudade tem seu nome
Sem pedir licença, sem qualquer explicação
sem levar em conta a prudência da razão
sem respeito aos meus apelos de manter serenidade
sem usar a sabedoria acumulada com a idade
o meu coração ousou a gostar de você
e eu não vejo motivos pra não arriscar...
Num piscar de olhos, quando eu menos esperava
um segundo de improviso na viagem planejada
Sem trocar qualquer palavra, sem saber sequer seu nome,
adivinhando à distância a suavidade do seu toque
foi o bastante pra chamar minha atenção
e saber o que fazer com o sentimento que guardei...
Como a simetria das palavras no poema
o refúgio descoberto em seu sorriso acolhedor
Seu olhar reconfortante indicando a direção
os seus braços estendidos oferecendo proteção
Tranquilidade da razão, euforia do desejo
agora eu sei que a saudade tem seu nome.
sem levar em conta a prudência da razão
sem respeito aos meus apelos de manter serenidade
sem usar a sabedoria acumulada com a idade
o meu coração ousou a gostar de você
e eu não vejo motivos pra não arriscar...
Num piscar de olhos, quando eu menos esperava
um segundo de improviso na viagem planejada
Sem trocar qualquer palavra, sem saber sequer seu nome,
adivinhando à distância a suavidade do seu toque
foi o bastante pra chamar minha atenção
e saber o que fazer com o sentimento que guardei...
Como a simetria das palavras no poema
o refúgio descoberto em seu sorriso acolhedor
Seu olhar reconfortante indicando a direção
os seus braços estendidos oferecendo proteção
Tranquilidade da razão, euforia do desejo
agora eu sei que a saudade tem seu nome.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
De repente
Olhos que guardam segredos distantes
castanhos gigantes do tamanho do mar
Pele macia que arranha o desejo
não é mais segredo que quero tocá-la
Sonho que tive numa noite insone
passagem estreita de um caminho qualquer
calor do acidente na estrada molhada
cilada escondida no calor do seu corpo
De repente você chega sorrindo e eu descubro a sintonia entre a gente
E ensina que posso sentir muito mais do que eu achava que era suficiente
Pra cada verso escrito na madrugada existe um beijo traduzido em sonho
Eu não quero insistir, mas tenho que repetir, que eu te quero outra vez e de novo...
Como um sorriso que enfeita o rosto
como o gosto que lembra o melhor da infância
guardo comigo seus olhares discretos
O melhor de você é minha melhor lembrança
Conte um segredo e empate o jogo
Esqueça o esforço de ser tão racional
Abra os braços e aceito o futuro
Desse jeito eu juro que te faço feliz
De repente você chega e derruba o muro que eu havia posto entre nós
Como o pecado covarde de um beijo roubado escolhi a proteção do silêncio
E cada vez que eu cantar o refrão vou lembrar alguma frase de efeito
pra fingir que as coisas ficarão no lugar como eu queria que ficassem pra sempre...
castanhos gigantes do tamanho do mar
Pele macia que arranha o desejo
não é mais segredo que quero tocá-la
Sonho que tive numa noite insone
passagem estreita de um caminho qualquer
calor do acidente na estrada molhada
cilada escondida no calor do seu corpo
De repente você chega sorrindo e eu descubro a sintonia entre a gente
E ensina que posso sentir muito mais do que eu achava que era suficiente
Pra cada verso escrito na madrugada existe um beijo traduzido em sonho
Eu não quero insistir, mas tenho que repetir, que eu te quero outra vez e de novo...
Como um sorriso que enfeita o rosto
como o gosto que lembra o melhor da infância
guardo comigo seus olhares discretos
O melhor de você é minha melhor lembrança
Conte um segredo e empate o jogo
Esqueça o esforço de ser tão racional
Abra os braços e aceito o futuro
Desse jeito eu juro que te faço feliz
De repente você chega e derruba o muro que eu havia posto entre nós
Como o pecado covarde de um beijo roubado escolhi a proteção do silêncio
E cada vez que eu cantar o refrão vou lembrar alguma frase de efeito
pra fingir que as coisas ficarão no lugar como eu queria que ficassem pra sempre...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Palavras soltas são... rascunhos! [8]
O que faço se o acaso insistir
em pregar peças que resisto em não querer?
Como um encontro casual na praça pública
onde o vento se diverte ao ficar mudo
pra que a gente se constranja com a total falta de assunto.
Mas no final das contas o abraço cordial
faz as honras da vontade
acalmando corações agradecidos pela coincidência...
E se a noite insistir em demorar a aparecer
para que o acaso possa, de novo, acontecer
quando a gente se olhar, sem ter como disfarçar
vai haver insegurança, as palavras vão faltar
O tédio vai aparecer mas será inibido
pelas horas que prosseguem sem fazer qualquer sentido
os meus olhos vão seguí-la vida afora
imaginando o que a conforta até chegar ao seu destino...
Mas se não for possível evitar constrangimento
se a serenidade for apenas mais um capricho
se a persistência for critério para o sonho ter efeito
pra que a vida siga à salvo, sem maiores arrependimentos
se o amor exige segurança e respeito
talvez seja necessário sabedoria para minimizar
a falta de prazer que nos consome sem mais tempo a perder
enquanto procuramos no copo de vinho alguma coisa pra dizer...
em pregar peças que resisto em não querer?
Como um encontro casual na praça pública
onde o vento se diverte ao ficar mudo
pra que a gente se constranja com a total falta de assunto.
Mas no final das contas o abraço cordial
faz as honras da vontade
acalmando corações agradecidos pela coincidência...
E se a noite insistir em demorar a aparecer
para que o acaso possa, de novo, acontecer
quando a gente se olhar, sem ter como disfarçar
vai haver insegurança, as palavras vão faltar
O tédio vai aparecer mas será inibido
pelas horas que prosseguem sem fazer qualquer sentido
os meus olhos vão seguí-la vida afora
imaginando o que a conforta até chegar ao seu destino...
Mas se não for possível evitar constrangimento
se a serenidade for apenas mais um capricho
se a persistência for critério para o sonho ter efeito
pra que a vida siga à salvo, sem maiores arrependimentos
se o amor exige segurança e respeito
talvez seja necessário sabedoria para minimizar
a falta de prazer que nos consome sem mais tempo a perder
enquanto procuramos no copo de vinho alguma coisa pra dizer...
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Lembranças soltas são... rascunhos [1]
Acordei cedinho lembrando do cuidado com que minha mãe embrulhava as bolachas antes de acomodá-las na minha lancheira do Batman. E senti o cheiro do suco de maracujá impregnado na garrafa térmica [suco responsável por acordar a casa toda por conta do barulho do liquidificador às 5h da matina...].
[...]
"Olhar para frente, mas amar para sempre o que fica pra trás"
[...]
"Olhar para frente, mas amar para sempre o que fica pra trás"
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dona vó Neusa
Quantas pedras seus pés pisaram antes de saber que eu iria nascer?
Quantas vezes seus olhos choraram e nenhum caminho melhor pra escolher?
O mundo que um dia você conheceu só tinha espinhos e faltava flor
Sei que não teve tudo que mereceu, mas foi um exemplo perfeito de amor.
Dias seguidos tentei esquecer o que faz a gente manter as maneiras
e cair no choro que faz entender que você é mais uma das lindas estrelas...
Sei que nada foi fácil até ontem
e o tempo não passa sem nada perder
Ontem você disfarçou um sorriso
e hoje sorrimos pensando em você
Fecho os olhos e sinto saudades de quando a gente jogava baralho
e assistia novelas com celebridades
lembranças que fazem eu sentir seu abraço
Dias seguidos tentei esquecer o que faz a gente manter as maneiras
e cair no choro que faz entender que você é mais uma das lindas estrelas...
Fecho os olhos e tento entender o que pode ter acontecido
mas sinto você ao meu lado pra sempre,
nada faz mudar meu carinho.
Pode apostar...
***
Onde quer que vá, leve um coração feliz...
Quantas vezes seus olhos choraram e nenhum caminho melhor pra escolher?
O mundo que um dia você conheceu só tinha espinhos e faltava flor
Sei que não teve tudo que mereceu, mas foi um exemplo perfeito de amor.
Dias seguidos tentei esquecer o que faz a gente manter as maneiras
e cair no choro que faz entender que você é mais uma das lindas estrelas...
Sei que nada foi fácil até ontem
e o tempo não passa sem nada perder
Ontem você disfarçou um sorriso
e hoje sorrimos pensando em você
Fecho os olhos e sinto saudades de quando a gente jogava baralho
e assistia novelas com celebridades
lembranças que fazem eu sentir seu abraço
Dias seguidos tentei esquecer o que faz a gente manter as maneiras
e cair no choro que faz entender que você é mais uma das lindas estrelas...
Fecho os olhos e tento entender o que pode ter acontecido
mas sinto você ao meu lado pra sempre,
nada faz mudar meu carinho.
Pode apostar...
***
Onde quer que vá, leve um coração feliz...
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Semana
Nos dias em que tudo perde a graça,
o trabalho só consome,
o lazer traz ameaças.
Quando o desejo se esconde na vergonha,
a coragem se acovarda,
a timidez não se conforma.
Se o pecado é desejo reprimido
o exagero é controlado,
o controle é desperdício.
Fico entre a vontade e o compromisso,
o desafio e a sanidade,
o desespero e o otimismo...
o trabalho só consome,
o lazer traz ameaças.
Quando o desejo se esconde na vergonha,
a coragem se acovarda,
a timidez não se conforma.
Se o pecado é desejo reprimido
o exagero é controlado,
o controle é desperdício.
Fico entre a vontade e o compromisso,
o desafio e a sanidade,
o desespero e o otimismo...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Palavras soltas são... rascunhos! [6]
Prometo que juro se for pra te deixar feliz
Mas se fiz o que não devia, corro e digo que desfiz
Ao contrário da caneta, que escreve com licor de anis
Eternizei com o que se apaga, desenhando só com giz...
[...]
Com a devida licença poética à Juliane Souto...
Mas se fiz o que não devia, corro e digo que desfiz
Ao contrário da caneta, que escreve com licor de anis
Eternizei com o que se apaga, desenhando só com giz...
[...]
Com a devida licença poética à Juliane Souto...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Rotas do acaso
Hoje eu sei que existe um compromisso depois do primeiro beijo. Aliás, não é que aos 15 anos de idade eu não soubesse disso: apenas não me interessava. É o tempo quem determina suas prioridades e, conseqüentemente, seus interesses.
Isso acontece porque aos 15 anos a estrada é menor. É praticamente uma viagem de 2 horas, como de Brasília [DF] a Goiânia [GO], por exemplo. O futuro de um adolescente é só o que ele consegue pensar nas próximas horas – no máximo, nas próximas semanas.
Depois disso a coisa muda. A viagem é maior. Quase como de Mato Grosso a Rio Grande [ambos do Sul]. Uma coisa meio Leo e Bia, sabe?! É como se você tivesse que passar horas dentro de um carro, dirigindo para algum lugar e tendo que controlar suas paradas para reabastecimento do carro, refeições, descanso ou, simplesmente, contemplação da paisagem.
[...]
No fundo, mais do que viver, às vezes é mais importante deixar a vida passar.
Isso acontece porque aos 15 anos a estrada é menor. É praticamente uma viagem de 2 horas, como de Brasília [DF] a Goiânia [GO], por exemplo. O futuro de um adolescente é só o que ele consegue pensar nas próximas horas – no máximo, nas próximas semanas.
Depois disso a coisa muda. A viagem é maior. Quase como de Mato Grosso a Rio Grande [ambos do Sul]. Uma coisa meio Leo e Bia, sabe?! É como se você tivesse que passar horas dentro de um carro, dirigindo para algum lugar e tendo que controlar suas paradas para reabastecimento do carro, refeições, descanso ou, simplesmente, contemplação da paisagem.
[...]
No fundo, mais do que viver, às vezes é mais importante deixar a vida passar.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Literalmente falando
Pra mim, música boa é aquela que desperta algum tipo de sentimento. É a letra capaz de só fazer sentido com a melodia certa. É a canção que, a cada variação de nota musical, cutuca um pouco o peito.
Sem arte a vida é muito chata. Senti isso [senti, e não aprendi] desde pequeno.
Os shows de Paul McCartney no Brasil me fizeram lembrar que a primeira música dos Beatles que aprendi a tocar no violão foi Imagine, aos 12 anos de idade. Mas foi a música Blackbird que mexeu comigo de verdade.
Na época eu nem sabia [e ainda não aprendi] falar inglês. Quase um ano depois de escutar a música pela primeira vez e aprender a tocá-la no violão tive interesse em traduzir a letra. A tradução só não fez a música perder seu brilho porque eu prestei mais atenção no que a música queria dizer do que no que estava escrito. E ainda hoje essa canção faz sentido pra mim, 14 anos depois...
[...]
Take these broken wings and learn to fly
Take these sunken eyes and learn to see…
Sem arte a vida é muito chata. Senti isso [senti, e não aprendi] desde pequeno.
Os shows de Paul McCartney no Brasil me fizeram lembrar que a primeira música dos Beatles que aprendi a tocar no violão foi Imagine, aos 12 anos de idade. Mas foi a música Blackbird que mexeu comigo de verdade.
Na época eu nem sabia [e ainda não aprendi] falar inglês. Quase um ano depois de escutar a música pela primeira vez e aprender a tocá-la no violão tive interesse em traduzir a letra. A tradução só não fez a música perder seu brilho porque eu prestei mais atenção no que a música queria dizer do que no que estava escrito. E ainda hoje essa canção faz sentido pra mim, 14 anos depois...
[...]
Take these broken wings and learn to fly
Take these sunken eyes and learn to see…
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Tuca – ou Roberta se preferir
Roberta foi a primeira mulher – descontando a minha mãe – com quem morei. Juntos fazíamos refeições, limpeza do apartamento, compras, pagamentos de contas e, às vezes, íamos juntos para a cama.
Esta última atividade era uma das minhas favoritas. Não, senhores leitores, não se trata de sacanagem. Trata-se de intimidade, na qual o sexo não estava presente pelo simples fato de sermos, Roberta e eu, amigos.
Para mim, Roberta passou a ser Tuca quando ela recebeu o apelido, de um colega nosso, de Tonica. Achei que o diminutivo amenizaria o impacto. Depois da primeira semana pronunciando Tuca percebi que o apelido carinhoso conseguia traduzir com melhor efeito a minha ternura por aquela nova amiga. Amiga mesmo, de verdade, com “A” maiúsculo.
Juntos, passamos muitas coisas. Tuca presenciou minhas piores crises, inclusive financeiras, salvas quando, no limite de escolher entre andar de metrô ou almoçar, meu pai emprestava uma grana que me salvava de uma fome lascada em Brasília.
Foi também por sua causa que, nos dias em que a tristeza batia no peito, eu respirava fundo inúmeras vezes e trocava a garrafa de conhaque – permanentemente guardada ao lado da minha cama – por uma boa conversa reconfortante.
Apesar de todo amor que tenho por meu irmão – e de quem sempre escondi as necessidades que passava/passo no Planalto Central – foi a presença de Tuca que segurou minha onda em Brasília. Era o exemplo dela que me fazia sentir vergonha quando batia a vontade de desistir de tudo.
E foi descobrindo os pedaços de seu coração, com o sentimento mais fraternal que possa existir entre uma amizade sincera, que percebi o quanto as pessoas podem ser maravilhosas quando esperamos delas apenas respeito e afeto.
Assim como eu, Tuca teve uma penca de obstáculos que a transformaram. Seu olhar carrega a sensatez que, hora ou outra, se passa por alegria. Na verdade, acho que é a paz renovada de quem sabe que a verdadeira essência da felicidade está no detalhe das coisas, no improviso da vida.
Longe de ser a princesa do conto de fadas [não por falta de beleza, mas pela ausência de ingenuidade] ou estereotipo de qualquer coisa, Tuca é linda. É alguém que tem um futuro lindo pela frente. É o meu Norte no Planalto Central e minha irmãzona. É humana.
Tuca é o presente que amenizou a pancada que Brasília representou nos meus primeiros meses de vida adulta. Seu aniversário é um feriado quase santo que comemoro praticamente como sendo meu.
Feliz aniversário, Tuca...
[...]
O vídeo é um pequeno presente. Lembranças de quando - quase acreditando que a fase ruim de nossas vidas não passaria - assistimos a apresentação deste poema de Oswaldo Montenegro. Sensação reconfortante, quase como o abraço protetor de um familiar...
Esta última atividade era uma das minhas favoritas. Não, senhores leitores, não se trata de sacanagem. Trata-se de intimidade, na qual o sexo não estava presente pelo simples fato de sermos, Roberta e eu, amigos.
Para mim, Roberta passou a ser Tuca quando ela recebeu o apelido, de um colega nosso, de Tonica. Achei que o diminutivo amenizaria o impacto. Depois da primeira semana pronunciando Tuca percebi que o apelido carinhoso conseguia traduzir com melhor efeito a minha ternura por aquela nova amiga. Amiga mesmo, de verdade, com “A” maiúsculo.
Juntos, passamos muitas coisas. Tuca presenciou minhas piores crises, inclusive financeiras, salvas quando, no limite de escolher entre andar de metrô ou almoçar, meu pai emprestava uma grana que me salvava de uma fome lascada em Brasília.
Foi também por sua causa que, nos dias em que a tristeza batia no peito, eu respirava fundo inúmeras vezes e trocava a garrafa de conhaque – permanentemente guardada ao lado da minha cama – por uma boa conversa reconfortante.
Apesar de todo amor que tenho por meu irmão – e de quem sempre escondi as necessidades que passava/passo no Planalto Central – foi a presença de Tuca que segurou minha onda em Brasília. Era o exemplo dela que me fazia sentir vergonha quando batia a vontade de desistir de tudo.
E foi descobrindo os pedaços de seu coração, com o sentimento mais fraternal que possa existir entre uma amizade sincera, que percebi o quanto as pessoas podem ser maravilhosas quando esperamos delas apenas respeito e afeto.
Assim como eu, Tuca teve uma penca de obstáculos que a transformaram. Seu olhar carrega a sensatez que, hora ou outra, se passa por alegria. Na verdade, acho que é a paz renovada de quem sabe que a verdadeira essência da felicidade está no detalhe das coisas, no improviso da vida.
Longe de ser a princesa do conto de fadas [não por falta de beleza, mas pela ausência de ingenuidade] ou estereotipo de qualquer coisa, Tuca é linda. É alguém que tem um futuro lindo pela frente. É o meu Norte no Planalto Central e minha irmãzona. É humana.
Tuca é o presente que amenizou a pancada que Brasília representou nos meus primeiros meses de vida adulta. Seu aniversário é um feriado quase santo que comemoro praticamente como sendo meu.
Feliz aniversário, Tuca...
[...]
O vídeo é um pequeno presente. Lembranças de quando - quase acreditando que a fase ruim de nossas vidas não passaria - assistimos a apresentação deste poema de Oswaldo Montenegro. Sensação reconfortante, quase como o abraço protetor de um familiar...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Marina
Mais que uma ideia
Grandiosa ou singela
Como a vida iluminada
Pela chama de uma vela
Mais que o pecado
De um beijo bem roubado
Ou abraço apertado
E uma flor da primavera
Mais do que dinheiro
Que a beleza no espelho
Que sucesso o ano inteiro
E a estrada em linha reta
Quero a liberdade
Sem medida ou maldade
O amor de minha vida
E o calor do corpo dela
Quero a projeção da vida em arte abstrata
O amor na garrafa e o copo na mão
A efervescência do amor que dilata
Marina em minha veia como injeção
Mais que o mistério
O horror a cemitério
A distância entre hemisférios
A sabedoria da idade
Mais que o compromisso
A ser cobrado ou assumido
O achado e o perdido
Uma versão e a verdade
Mais que a esperança
Entre o pedido e a cobrança
A esmola ou a herança
O caminho e o atalho
Quero ter direito
Ao seu amor o ano inteiro
Ao natal em fevereiro
À segurança em seu abraço
Quero um caminho que me leve a você
Com atalho de sobra, sem tempo a perder
A tradução do melhor que eu sinto é Marina
O futuro tem gosto da sua boca na minha
***
Sentimento que brota nos olhos
Desejo que escapa pela boca...
Grandiosa ou singela
Como a vida iluminada
Pela chama de uma vela
Mais que o pecado
De um beijo bem roubado
Ou abraço apertado
E uma flor da primavera
Mais do que dinheiro
Que a beleza no espelho
Que sucesso o ano inteiro
E a estrada em linha reta
Quero a liberdade
Sem medida ou maldade
O amor de minha vida
E o calor do corpo dela
Quero a projeção da vida em arte abstrata
O amor na garrafa e o copo na mão
A efervescência do amor que dilata
Marina em minha veia como injeção
Mais que o mistério
O horror a cemitério
A distância entre hemisférios
A sabedoria da idade
Mais que o compromisso
A ser cobrado ou assumido
O achado e o perdido
Uma versão e a verdade
Mais que a esperança
Entre o pedido e a cobrança
A esmola ou a herança
O caminho e o atalho
Quero ter direito
Ao seu amor o ano inteiro
Ao natal em fevereiro
À segurança em seu abraço
Quero um caminho que me leve a você
Com atalho de sobra, sem tempo a perder
A tradução do melhor que eu sinto é Marina
O futuro tem gosto da sua boca na minha
***
Sentimento que brota nos olhos
Desejo que escapa pela boca...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Etc... finita
Sinto uma enorme felicidade ao assistir uma boa peça de teatro.
Rodas de poesia – preferencialmente acompanhadas de vinho – também me ajudam a manter a serenidade.
Cada vez mais me convenço de que fora da arte a vida é muito chata...
Rodas de poesia – preferencialmente acompanhadas de vinho – também me ajudam a manter a serenidade.
Cada vez mais me convenço de que fora da arte a vida é muito chata...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Entre umas e outras: a mesma
Se eu fosse um cara diferente
como, será, que eu seria?
Qual seria a sua reação?
Que estória a gente escreveria?
Será que eu teria paciência?
Qual seria a sua explicação
pra gente andar sempre na contramão?
Qual seria, de verdade, a nossa essência?
Se eu fosse um cara diferente
que caminho a gente trilharia?
Que mudanças seriam necessárias?
Mesmo sem querer, a gente mudaria?
Se eu fosse um cara diferente
toda essa mudança valeria?
Quem garante a vida funcionar
bem do jeito que a gente queria?
Se eu fosse um cara diferente
pra quem será que a culpa apontaria?
Se o erro fosse a omissão
a culpa não seria minha.
Mas se o pecado fosse o exagero
de querer em um dia o ano inteiro
de fazer da sua vida um pedaço da minha
essa culpa, sim, eu assumiria.
Se meus versos fossem a verdade
de uma parte inteira ou só da metade
se tivessem vida própria indagariam:
"se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria..."
[...]
Texto inspirado em fatos emocionais e musicais!
como, será, que eu seria?
Qual seria a sua reação?
Que estória a gente escreveria?
Será que eu teria paciência?
Qual seria a sua explicação
pra gente andar sempre na contramão?
Qual seria, de verdade, a nossa essência?
Se eu fosse um cara diferente
que caminho a gente trilharia?
Que mudanças seriam necessárias?
Mesmo sem querer, a gente mudaria?
Se eu fosse um cara diferente
toda essa mudança valeria?
Quem garante a vida funcionar
bem do jeito que a gente queria?
Se eu fosse um cara diferente
pra quem será que a culpa apontaria?
Se o erro fosse a omissão
a culpa não seria minha.
Mas se o pecado fosse o exagero
de querer em um dia o ano inteiro
de fazer da sua vida um pedaço da minha
essa culpa, sim, eu assumiria.
Se meus versos fossem a verdade
de uma parte inteira ou só da metade
se tivessem vida própria indagariam:
"se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria..."
[...]
Texto inspirado em fatos emocionais e musicais!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Se o Dia é dos Namorados, a Noite é dos Solteiros!
Larguei o cigarro pela metade e o copo vazio ao lado do sofá; usei o remédio pra rinite; tomei um banho; passei o melhor perfume que tinha e corri pra uma festa de solteiros/as que fui convidado de última hora.
Valeu a pena.
Conheci pessoas animadas, divertidas, inteligentes e bonitas [numa festa de solteiros/as, essa não é bem a ordem dos adjetivos que a gente observa logo de cara – sejamos honestos].
Bebida vem, timidez vai – se é que me entendem – e a confraternização passou do momento happy hour para momento terapia em grupo. Tudo muito válido, afinal, aprendi algumas coisas sobre as mulheres que não se aplicam às adolescentes da minha época de Ensino Médio.
1. As mulheres não se entendem. E elas não esperam que nós, homens, as entendamos. Querem apenas que a gente faça o que elas querem sem, necessariamente, serem entendidas.
2. Numa discussão conjugal, nem sempre – na verdade NUNCA – o argumento feminino faz sentido. E ela sabe disso. Tudo o que ela quer é que a gente finja que ela tem razão.
3. Se você tiver juízo e quiser terminar o bate-boca na cama, além de fingir que ela tem razão, você deve pedir desculpas pelo que não fez. FUNCIONA!
4. Entre o sertanejo e o funk; entre o chocolate e a pimenta; entre o beijo e o tapa; não seja imbecil. Mulher não gosta de extremos. O príncipe encantado não deve levar flores nem bater na princesa. Moderação é o macete. Eu disse M-A-C-E-T-E!
5. Cantada romântica não funciona, mas cantada de pedreiro é meio caminho andado. Se a mulher cair no riso e não te mandar embora depois de uma dessas, a chance existe.
6. Mulheres fingem que não têm interesse nos homens para testar a persistência masculina. Mas se elas disserem um NÃO bem alto e soletrado, esquece. Não vai rolar.
7. Não tem técnica melhor do que a indiferença. Vai entender...
***
Acreditem ou não, os tópicos acima não são fictícios nem saíram da minha cabeça. No dia seguinte resolvi testar o item 5 com quatro mulheres que conhecia. Consegui 2 telefones. Só faltou eu ser indiferente, mas esse é o ponto mais difícil...!
Valeu a pena.
Conheci pessoas animadas, divertidas, inteligentes e bonitas [numa festa de solteiros/as, essa não é bem a ordem dos adjetivos que a gente observa logo de cara – sejamos honestos].
Bebida vem, timidez vai – se é que me entendem – e a confraternização passou do momento happy hour para momento terapia em grupo. Tudo muito válido, afinal, aprendi algumas coisas sobre as mulheres que não se aplicam às adolescentes da minha época de Ensino Médio.
1. As mulheres não se entendem. E elas não esperam que nós, homens, as entendamos. Querem apenas que a gente faça o que elas querem sem, necessariamente, serem entendidas.
2. Numa discussão conjugal, nem sempre – na verdade NUNCA – o argumento feminino faz sentido. E ela sabe disso. Tudo o que ela quer é que a gente finja que ela tem razão.
3. Se você tiver juízo e quiser terminar o bate-boca na cama, além de fingir que ela tem razão, você deve pedir desculpas pelo que não fez. FUNCIONA!
4. Entre o sertanejo e o funk; entre o chocolate e a pimenta; entre o beijo e o tapa; não seja imbecil. Mulher não gosta de extremos. O príncipe encantado não deve levar flores nem bater na princesa. Moderação é o macete. Eu disse M-A-C-E-T-E!
5. Cantada romântica não funciona, mas cantada de pedreiro é meio caminho andado. Se a mulher cair no riso e não te mandar embora depois de uma dessas, a chance existe.
6. Mulheres fingem que não têm interesse nos homens para testar a persistência masculina. Mas se elas disserem um NÃO bem alto e soletrado, esquece. Não vai rolar.
7. Não tem técnica melhor do que a indiferença. Vai entender...
8. Se uma mulher diz que não vai rolar nada antes de você tentar, é porque vai rolar alguma coisa.
***
Acreditem ou não, os tópicos acima não são fictícios nem saíram da minha cabeça. No dia seguinte resolvi testar o item 5 com quatro mulheres que conhecia. Consegui 2 telefones. Só faltou eu ser indiferente, mas esse é o ponto mais difícil...!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A desorganização de uma categoria
Uma audiência pública realizada hoje na Câmara dos Deputados colocou em discussão a necessidade do diploma na área de Comunicação Social. O debate tinha como objetivo contribuir para a análise da PEC 386A/2009, que determina a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.
Sérgio Murilo de Andrade, presidente da FENAJ [Federação Nacional dos Jornalistas] criticou a ausência de representantes patronais, segundo ele “os mais interessados na queda do diploma”. Murilo explica que o principal argumento utilizado pelo STF [Superior Tribunal Federal] para a não obrigatoriedade da formação superior era a restrição da liberdade de expressão. “Um ano depois, o que mudou na liberdade de imprensa? De fato, hoje o espaço [meios de comunicação] está mais democratizado? Era mesmo o diploma que impedia a sociedade de se expressar livremente?”, questionou o presidente da FENAJ.
De acordo com Sérgio – e eu concordo com ele – o diploma nunca foi empecilho para a liberdade de expressão ou de imprensa. Ao contrário, é um dos instrumentos de defesa do direito à liberdade de expressão.
Pouco mais de um ano após a infeliz decisão do STF, os reflexos são visíveis. O presidente destaca, entre as principais e mais tristes consequências: fechamento de cursos de jornalismo, devido à baixa demanda de matrículas; aumento no número de pedidos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para registro profissional como jornalista; e queda no piso salarial da categoria.
A verdade é que agora não existem mais critérios para ser jornalista. O único é estar vivo. Como afirmou Sérgio, “não somos mais jornalistas. Nós estamos jornalistas”.
O jornalista e ex-deputado federal Aldálio Dantas afirmou que por mais dedicada e vocacionada que uma pessoa seja, o fato de ela na ter passado por uma faculdade e, consequentemente, não ter estudado disciplinas referentes ao jornalismo, faz com que ela não possua toda a aparelhagem necessária para a boa prática profissional. “Que compromisso com o jornalismo terá uma pessoa que se formou em outras áreas?”, questiona. Para ele, foi jogada fora uma luta de mais de 100 anos pelo ensino superior em jornalismo.
“Se derrubaram a Lei de Imprensa porque foi feita na época da ditadura militar [e por isso não a consideravam democrática], por que não elaborar uma lei atual e democrática?”, finaliza Aldálio.
***
“Não existe mais critério. Não precisa, sequer, provar que é alfabetizado. Basta estar vivo”. A afirmação de Sérgio Murilo provoca desânimo. Desânimo e incredulidade numa “justiça” que acredita na desregulamentação de uma profissão para o exercício da liberdade de expressão. O contraditório disso tudo é que o argumento do STF soa mais como proteção aos que querem alienar a informação do que uma preocupação legítima com a causa.
Afinal de contas, a quem interessa a degradação de uma categoria profissional?
Pra mim, todos saíram perdendo: os jornalistas [de verdade e com diploma] pela falta de respeito com que sua profissão é discutida pelas maiores instâncias da lei; as empresas que se beneficiam com essa degradação [e aqui não estou falando das empresas sérias, comprometidas com o jornalismo de qualidade]; e os leitores, que têm prejudicado seu direito de informação com qualidade.
A decisão do STF não deveria causar espanto. Afinal, educação no Brasil não tem sido levada a sério. É levada de barriga...
domingo, 30 de maio de 2010
Palavras soltas são... rascunhos! [5]
Mesmo que pareça insano ou inapropriado
Se estiver no meio do caminho ou na direção errada
Mesmo que não faça sentido ou os 5 sentidos não sirvam pra nada
Na entrelinha da estrada uma rota está traçada...
A[pelo]
Pela luz que clareia a metade guardada
Pela janela indiscreta que não revela nada
Pelo atalho que aumenta o perigo da estrada
Vamos fingir que está tudo certo...
Pelo dinheiro que acaba antes de ser ganhado
Pelo tiro certeiro de um risco mal calculado
Pelo menino esperto que escolhe o lado errado
Vamos fingir que está tudo certo...
Pelo suspiro final da vida que não acaba
Pela moral da história que não serve pra nada
Pela mentira de toda verdade inventada
Vamos fingir que está tudo bem...
Assinar:
Postagens (Atom)
