Uma hora você está ali.
Mas não existe.
As pessoas notam, mas não comentam. É a praticidade do silêncio, mas sem o seu conforto.
É a sua câmera que dispara a foto. O para-brisa do seu carro é a moldura.
Tem seu coração naquele instante. Mas não é suficiente.
Sua participação é incidental. Não há nada que comprove, mas sua intuição diz que se não fosse a parte pragmática da coisa [a carona, a ajuda, o ombro] você não seria necessário.
Há o desafio de ser honesto com o que se quer da vida. E há a desonestidade do que a vida te oferece e você, ordinariamente, aceita.
Uma hora você já não está mais ali.
Já esteve. Talvez, ainda continue.
Só não faz mais diferença.
Sobram cinco minutos. Você os desperdiça como o gole que fica no fundo do copo e não será usado porque a sede já foi saciada.
Você respira, alinha o peito e acredita estar satisfeito com a decisão que tomou. Todo rompimento é necessário para o recomeço.
Você já foi embora. E ninguém percebeu.
Na verdade, você nunca esteve ali...
terça-feira, 5 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Canção pra abraçar Aline
Não se afobe não, morena
tudo passa devagar
tudo passa acelerado
cada coisa em seu lugar
Soberano é mesmo o tempo
que ensina a acalmar
o coração que está aflito
com vontade de chorar
Não se afobe não, morena
hoje o dia foi de sol
como olhos que iluminam
feito as luzes de um farol
Hoje o sonho é permitido
e o carinho é a medida
do abraço que te acalma
e do beijo que te brinda
Não se afobe não, morena
já não há o que temer
enquanto voa o beija-flor
faço um poema pra você
Não se afobe não, morena
tudo isso vai passar
não há dor que seja eterna
meu amor vai te ensinar
tudo passa devagar
tudo passa acelerado
cada coisa em seu lugar
Soberano é mesmo o tempo
que ensina a acalmar
o coração que está aflito
com vontade de chorar
Não se afobe não, morena
hoje o dia foi de sol
como olhos que iluminam
feito as luzes de um farol
Hoje o sonho é permitido
e o carinho é a medida
do abraço que te acalma
e do beijo que te brinda
Não se afobe não, morena
já não há o que temer
enquanto voa o beija-flor
faço um poema pra você
Não se afobe não, morena
tudo isso vai passar
não há dor que seja eterna
meu amor vai te ensinar
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Aconchego de Brasília
Era a seca planejada
projetada sem esquinas
era palco com guerreiros
e trincheira com artistas
Era estrofe inacabada
que o poeta escrevia
sob as luzes de estrelas
com certeza indefinida
Era sonho prometido
de tamanha ousadia
habitando os ministérios
e os mistérios desta ilha
Eram eixos, superquadras
Esplanada, tesourinhas
e um lago para o alento
do calor que entorpecia
Era vida insistente
num lugar que não havia
outra chance pra dar certo
sem a fé que persistia
Era o verbo a conjugar
o futuro que previa
os encontros necessários
no aconchego de Brasília
projetada sem esquinas
era palco com guerreiros
e trincheira com artistas
Era estrofe inacabada
que o poeta escrevia
sob as luzes de estrelas
com certeza indefinida
Era sonho prometido
de tamanha ousadia
habitando os ministérios
e os mistérios desta ilha
Eram eixos, superquadras
Esplanada, tesourinhas
e um lago para o alento
do calor que entorpecia
Era vida insistente
num lugar que não havia
outra chance pra dar certo
sem a fé que persistia
Era o verbo a conjugar
o futuro que previa
os encontros necessários
no aconchego de Brasília
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Embora
Vai levar o tempo embora
como a dança que acaba
como o sonho que termina
e a chance que se esgota
Vai deixar o seu abraço
que ficou pela metade
feito a sobra de ousadia
na coragem do covarde
Vai custar passar as horas
e o sono ter efeito
vai faltar alguma peça
no amor que era perfeito
Vai faltar a melodia
na canção inacabada
por capricho do destino
que navega em água rasa
Vai embora feito sombra
que deixa a luz ficar
iluminando o caminho
esperando ela voltar
Vai embora por um tempo
até a vida aconchegar
em outro dia o mesmo sonho
que espera o seu lugar
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Noite adentro insônia afora
Da janela do meu quarto
vejo as luzes de Brasília
que clareiam as insônias
solitárias como a minha
Ouço a chuva dando trégua
e o silêncio ser quebrado
pelo alarme que dispara
de um carro estacionado
Eu escuto a coruja
que enfeita a madrugada
como acordes que completam
a canção inacabada
Vejo a lua em seu mistério
anunciar em serenata
a riqueza do tesouro
no navio que naufraga
Sinto o tempo fazer graça
de pirraça com o sono
que escapa sem motivo
como a sorte de seu dono
Sinto o cheiro da manhã
e o cansaço que antecipam
outra noite de insônia
sob as luzes desta ilha
vejo as luzes de Brasília
que clareiam as insônias
solitárias como a minha
Ouço a chuva dando trégua
e o silêncio ser quebrado
pelo alarme que dispara
de um carro estacionado
Eu escuto a coruja
que enfeita a madrugada
como acordes que completam
a canção inacabada
Vejo a lua em seu mistério
anunciar em serenata
a riqueza do tesouro
no navio que naufraga
Sinto o tempo fazer graça
de pirraça com o sono
que escapa sem motivo
como a sorte de seu dono
Sinto o cheiro da manhã
e o cansaço que antecipam
outra noite de insônia
sob as luzes desta ilha
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
No abraço de criança
Qual a hora da verdade
o que tem mais importância
o que é maior que o amor
e toda a sua irrelevância
O que é especial
ou merece tolerância
será a nossa inocência
ou a nossa ignorância
Onde o vento já não chega
e o tempo não avança
o finito não se conta
o favor que é cobrança
O que finge ser perfeito
pelo jeito não se banca
feito ouro sem garimpo
ou herdeiro sem herança
Qual a data do passado
que o futuro não alcança
qual o alvo que se acerta
com a flecha da lembrança
O que é definitivo
qual o ritmo da dança
porque a vida é improviso
no abraço de criança
o que tem mais importância
o que é maior que o amor
e toda a sua irrelevância
O que é especial
ou merece tolerância
será a nossa inocência
ou a nossa ignorância
Onde o vento já não chega
e o tempo não avança
o finito não se conta
o favor que é cobrança
O que finge ser perfeito
pelo jeito não se banca
feito ouro sem garimpo
ou herdeiro sem herança
Qual a data do passado
que o futuro não alcança
qual o alvo que se acerta
com a flecha da lembrança
O que é definitivo
qual o ritmo da dança
porque a vida é improviso
no abraço de criança
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Quase nunca
Às vezes
quando o tempo perde a hora
o futuro é agora
e cansaço é solidão
Às vezes
o destino é desencontro
quase nunca é tempo todo
e amor é empolgação
Às vezes
quando faltam as palavras
quase ditas, esgotadas
só pensadas, sem sentido
Às vezes
quando fico meio bobo
perco a voz ou fico rouco
quase fico divertido
Às vezes
é a sombra que aponta
o que a luz não se deu conta
de mostrar o que faltava
Às vezes
é a curva da estrada
que te salva da emboscada
que o destino preparava
Às vezes
alegria passageira
de vizinha fofoqueira
é novidade envelhecida
Às vezes
o acaso é o motivo
de alguma raridade
que acontece todo dia
Às vezes
quando a vida já não anda
porque falta na ciranda
o abraço da criança
Às vezes
é a sorte que me falta
como um deus que perde a calma
com a falta de esperança
Às vezes
a mensagem encabulada
da pessoa inesperada
é respiro que renova
Às vezes
dá saudade de um tempo
das lembranças que o vento
como pipa, leva embora
quando o tempo perde a hora
o futuro é agora
e cansaço é solidão
Às vezes
o destino é desencontro
quase nunca é tempo todo
e amor é empolgação
Às vezes
quando faltam as palavras
quase ditas, esgotadas
só pensadas, sem sentido
Às vezes
quando fico meio bobo
perco a voz ou fico rouco
quase fico divertido
Às vezes
é a sombra que aponta
o que a luz não se deu conta
de mostrar o que faltava
Às vezes
é a curva da estrada
que te salva da emboscada
que o destino preparava
Às vezes
alegria passageira
de vizinha fofoqueira
é novidade envelhecida
Às vezes
o acaso é o motivo
de alguma raridade
que acontece todo dia
Às vezes
quando a vida já não anda
porque falta na ciranda
o abraço da criança
Às vezes
é a sorte que me falta
como um deus que perde a calma
com a falta de esperança
Às vezes
a mensagem encabulada
da pessoa inesperada
é respiro que renova
Às vezes
dá saudade de um tempo
das lembranças que o vento
como pipa, leva embora
domingo, 2 de novembro de 2014
Tudo de novo
Sabe quando o tempo desafia
e insiste em não passar
e a novidade é a lembrança
que já estava em seu lugar
como as tardes de domingo
é assim que eu me sinto
Sabe quando a madrugada avança
e o sono vai embora
e a coragem que faltava
chega tão fora de hora
o seu sonho esquisito
é o mundo que habito
Do jeitinho como a vejo
e a beijo em meus sonhos
devagar
como a embalo em meu abraço
Como a urgência que eu tenho
por você o tempo todo
um dia desses
vou viver tudo de novo
Lembra a certeza que eu tinha
com o futuro em minhas mãos
era vontade insistente
que percorria a contramão
do bom senso que gritava
os sinais que a vida dava
Chega o lamento é o canto
que não merece ter a voz
não representa o universo
do amor que havia entre nós
o amor que eu desejo
só descubro em seus beijos
Do jeitinho como a vejo
e a beijo em meus sonhos
devagar
como a embalo em meu abraço
Como a urgência que eu tenho
por você o tempo todo
um dia desses
vou viver tudo de novo
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Coração de menina
Seu coração de menina
Que faz de brinquedo o tempo
Carrega coragem de sobra
Confia e guarda segredos
Coração de menina é o seu
Que abraça com sinceridade
Abraço que cura sorrisos
Abraço que deixa saudade
Ensina caminhos bonitos
Lições que eu desconhecia
Sereno como um bom amor
É o seu coração de menina
O canto embaixo de chuva
Perfeito poema sem rima
Escada para o horizonte
Encontros em cada esquina
Passeio de fim de semana
Criança sorrindo pra vida
Serestas pelas madrugadas
Desejo ao seu coração de menina
Que faz de brinquedo o tempo
Carrega coragem de sobra
Confia e guarda segredos
Coração de menina é o seu
Que abraça com sinceridade
Abraço que cura sorrisos
Abraço que deixa saudade
Ensina caminhos bonitos
Lições que eu desconhecia
Sereno como um bom amor
É o seu coração de menina
O canto embaixo de chuva
Perfeito poema sem rima
Escada para o horizonte
Encontros em cada esquina
Passeio de fim de semana
Criança sorrindo pra vida
Serestas pelas madrugadas
Desejo ao seu coração de menina
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Tardes de domingo
Hoje o dia está estranho
e não há o que fazer
já não há o que ser dito
nem história a reescrever
Não há causa sem efeito
feito sorte sem promessa
dia estranho, esquisito
e não é de brincadeira
E não é de brincadeira
essa tristeza passageira
começou há um segundo
e vai durar a noite inteira
Hoje o dia está estranho
e me sinto esquisito
sabe as tardes de domingo?
é assim que eu me sinto
Feito a sombra inexistente
abandonada pelo sol
que procura o seu abrigo
rastreando algum farol
Sei que a tristeza é passageira
de mal gosto e corriqueira
sem fazer qualquer sentido
vai doer a noite inteira
E não é de brincadeira
mesmo sendo corriqueira
certa hora vai embora
embora doa a noite inteira
e não há o que fazer
já não há o que ser dito
nem história a reescrever
Não há causa sem efeito
feito sorte sem promessa
dia estranho, esquisito
e não é de brincadeira
E não é de brincadeira
essa tristeza passageira
começou há um segundo
e vai durar a noite inteira
Hoje o dia está estranho
e me sinto esquisito
sabe as tardes de domingo?
é assim que eu me sinto
Feito a sombra inexistente
abandonada pelo sol
que procura o seu abrigo
rastreando algum farol
Sei que a tristeza é passageira
de mal gosto e corriqueira
sem fazer qualquer sentido
vai doer a noite inteira
E não é de brincadeira
mesmo sendo corriqueira
certa hora vai embora
embora doa a noite inteira
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Quando falta o assunto
De todas as formas
por todos os lados
um tiro certeiro
no alvo errado
Um pouco de tudo
junto e misturado
a fome que enche
o fundo do prato
O seu olhar para baixo
quando falta o assunto
deixa entrar o silêncio
que até hoje escuto
A chance perdida
o caminho trilhado
a hora do beijo
no tempo esgotado
A mensagem que falta
no verso inacabado
não traduz o desejo
do poeta calado
O seu olhar para baixo
enquanto peço perdão
é a nota que falta
mas completa a canção
O convite aceito
pra um filme ruim
a confissão que esconde
uma parte de mim
A discrição barulhenta
o exagero contido
a saudade que aumenta
com o tempo perdido
O seu olhar para baixo
enquanto escuta a canção
deixa escapar um sorriso
que eu já conheço
por todos os lados
um tiro certeiro
no alvo errado
Um pouco de tudo
junto e misturado
a fome que enche
o fundo do prato
O seu olhar para baixo
quando falta o assunto
deixa entrar o silêncio
que até hoje escuto
A chance perdida
o caminho trilhado
a hora do beijo
no tempo esgotado
A mensagem que falta
no verso inacabado
não traduz o desejo
do poeta calado
O seu olhar para baixo
enquanto peço perdão
é a nota que falta
mas completa a canção
O convite aceito
pra um filme ruim
a confissão que esconde
uma parte de mim
A discrição barulhenta
o exagero contido
a saudade que aumenta
com o tempo perdido
O seu olhar para baixo
enquanto escuta a canção
deixa escapar um sorriso
que eu já conheço
terça-feira, 10 de junho de 2014
Rascunho de poesia
Sou um doido que canta uma coisa qualquer
Pra tentar ser inteiro - ou o melhor que puder
Sou o que não se sabe ou o que já se esqueceu
A saudade que fica do amor que morreu
Sou a caixa vazia das suas lembranças
De um tempo feliz, de integridade sacana
A edição de um filme feito em cima da cama
Honestidade fingida, suavidade profana
Sou a vela que acaba, a luz que se acende
A estrada molhada, o calor do acidente
Sou o prato vazio da fome que só aumenta
A sobra da escassez, o amor que alimenta
Sou o dinheiro que acaba, a dívida que aumenta
O sonho que entala na passagem estreita
Sou o tempo esgotado, a falta de sorte
A brisa da madrugada, a cicatriz de um corte
Sou a metade de um papel com a confissão de um crime
Sou a caneta sem tinta que assina a sentença
Diferente do que fui ou serei
Menor do que quero e maior do que sonhei
Sou a metade de uma esquina
Que não sabe pra onde vai e nem onde termina
Rascunho de poesia...
Pra tentar ser inteiro - ou o melhor que puder
Sou o que não se sabe ou o que já se esqueceu
A saudade que fica do amor que morreu
Sou a caixa vazia das suas lembranças
De um tempo feliz, de integridade sacana
A edição de um filme feito em cima da cama
Honestidade fingida, suavidade profana
Sou a vela que acaba, a luz que se acende
A estrada molhada, o calor do acidente
Sou o prato vazio da fome que só aumenta
A sobra da escassez, o amor que alimenta
Sou o dinheiro que acaba, a dívida que aumenta
O sonho que entala na passagem estreita
Sou o tempo esgotado, a falta de sorte
A brisa da madrugada, a cicatriz de um corte
Sou a metade de um papel com a confissão de um crime
Sou a caneta sem tinta que assina a sentença
Diferente do que fui ou serei
Menor do que quero e maior do que sonhei
Sou a metade de uma esquina
Que não sabe pra onde vai e nem onde termina
Rascunho de poesia...
sábado, 7 de junho de 2014
O olhar da meia noite
Olho a sombra do avião
Feito cobra a rastejar
Como o sonho que persigo
E não consigo alcançar
Eu espero na estação
O trem que não vai passar
Com o futuro que desejo
Indo para outro lugar
Reinvento a nossa história
E vejo a vida acomodar
Em um abraço protetor
O amor que vou te dar
Quase escuto o silêncio
Gritar alto alguns conselhos
Na certeza duvidosa
Em frases curtas de efeito
Eu te vejo ir embora
E não peço pra ficar
Mas desejo que entenda
O que diz o meu olhar
O olhar da meia noite
Que não sabe esperar
Vai dormir pra chegar logo
A hora de te ver voltar
O olhar da meia noite
Que não sabe esconder
A tristeza que confessa
A saudade de você
Feito cobra a rastejar
Como o sonho que persigo
E não consigo alcançar
Eu espero na estação
O trem que não vai passar
Com o futuro que desejo
Indo para outro lugar
Reinvento a nossa história
E vejo a vida acomodar
Em um abraço protetor
O amor que vou te dar
Quase escuto o silêncio
Gritar alto alguns conselhos
Na certeza duvidosa
Em frases curtas de efeito
Eu te vejo ir embora
E não peço pra ficar
Mas desejo que entenda
O que diz o meu olhar
O olhar da meia noite
Que não sabe esperar
Vai dormir pra chegar logo
A hora de te ver voltar
O olhar da meia noite
Que não sabe esconder
A tristeza que confessa
A saudade de você
terça-feira, 13 de maio de 2014
Nas margens do Paranoá
Às vezes - sem fazer esforço
eu fecho os olhos e lembro
do sonho que tive outra noite
de olhos abertos, confesso
Que o tempo que eu tinha nas mãos parecia poesia
e guardava em seus olhos a paz que julguei merecer
Sabores, texturas e cores
seu cheiro no meu travesseiro
convite de última hora
desejo de um ano inteiro
Passado ganhou de presente um futuro pra nós
e o destino é o tempo verbal que faltou conjugar
Eu sei, pra sempre vou lembrar
do sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
da boca e do beijo com gosto de maracujá
Às vezes - com muito esforço
eu tento fazer diferente
procuro em mim as respostas
do que deu errado entre a gente
Nem sempre consigo transpor o que sinto em canção
às vezes duvido que o amor sempre tenha razão
Eu sei, pra sempre vou lembrar
do sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
e do piquenique nas margens do Paranoá
Será que o futuro reserva
pra gente caminhos opostos
quilômetros, milhas distantes
ou perto - do jeito que eu gosto
Será que o que era pra sempre agora acabou?
será que é inevitável fugir do amor?
Eu sei, pra sempre vou amar
o sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
e o sonho que tive nas margens do Paranoá
eu fecho os olhos e lembro
do sonho que tive outra noite
de olhos abertos, confesso
Que o tempo que eu tinha nas mãos parecia poesia
e guardava em seus olhos a paz que julguei merecer
Sabores, texturas e cores
seu cheiro no meu travesseiro
convite de última hora
desejo de um ano inteiro
Passado ganhou de presente um futuro pra nós
e o destino é o tempo verbal que faltou conjugar
Eu sei, pra sempre vou lembrar
do sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
da boca e do beijo com gosto de maracujá
Às vezes - com muito esforço
eu tento fazer diferente
procuro em mim as respostas
do que deu errado entre a gente
Nem sempre consigo transpor o que sinto em canção
às vezes duvido que o amor sempre tenha razão
Eu sei, pra sempre vou lembrar
do sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
e do piquenique nas margens do Paranoá
Será que o futuro reserva
pra gente caminhos opostos
quilômetros, milhas distantes
ou perto - do jeito que eu gosto
Será que o que era pra sempre agora acabou?
será que é inevitável fugir do amor?
Eu sei, pra sempre vou amar
o sorriso que pede passagem
pro infinito ou qualquer viagem
e o sonho que tive nas margens do Paranoá
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Dia desses em Brasília
Hoje eu acordei
pensando que seria
melhor deixar passar
como faço todo dia
como fiz na terça-feira
com a tristeza que insistia
mas passou em um segundo
como passa todo dia
Como o Plano desenhado
em linhas retas, sem esquinas
Eixos largos, Esplanada
Superquadras de Brasília
Planejei minha semana
com pretensa alegria
que habita a Catedral
e os Ministérios dessa ilha
Dia desses eu sonhei
com um dia colorido
e comecei minha jornada
a caminho do infinito
E nas trilhas do futuro
eu fiquei meio perdido
como quem esquece a vida
em um dia esquisito
Mas não vou deixar passar
em catarse suicida
a euforia em mim guardada
acumulada ao fim do dia
Da janela do meu quarto
vi minha vida convencida
que meu espaço no Planalto
é no abraço de Brasília
Nas margens do Paranoá
quase como brincadeira
vou celebrar o fim de semana
mesmo sendo quinta-feira...
pensando que seria
melhor deixar passar
como faço todo dia
como fiz na terça-feira
com a tristeza que insistia
mas passou em um segundo
como passa todo dia
Como o Plano desenhado
em linhas retas, sem esquinas
Eixos largos, Esplanada
Superquadras de Brasília
Planejei minha semana
com pretensa alegria
que habita a Catedral
e os Ministérios dessa ilha
Dia desses eu sonhei
com um dia colorido
e comecei minha jornada
a caminho do infinito
E nas trilhas do futuro
eu fiquei meio perdido
como quem esquece a vida
em um dia esquisito
Mas não vou deixar passar
em catarse suicida
a euforia em mim guardada
acumulada ao fim do dia
Da janela do meu quarto
vi minha vida convencida
que meu espaço no Planalto
é no abraço de Brasília
Nas margens do Paranoá
quase como brincadeira
vou celebrar o fim de semana
mesmo sendo quinta-feira...
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Sobre as linhas da tua mão
Sabe quando as nuvens se dispersam
e o céu fica mais claro
sobra luz no horizonte
onde os anjos se exibem
Sabe quando a dança te envolve
e o corpo fica leve
o silêncio é a resposta
que faltou alguém dizer
Sobre as linhas da tua mão
desenhei minha jornada
desejei a caminhada
rumo ao teu coração
Mesmo que a diferença grite alto
e a intuição perca o instinto
há razão para esse encontro
em nosso mundo colorido
Mesmo que o sol brilhe mais fraco
com você faço sentido
e o infinito é o tamanho
do desejo que eu sinto
Sobre as linhas da tua mão
desenhei minha jornada
desejei a caminhada
rumo ao teu coração
e o céu fica mais claro
sobra luz no horizonte
onde os anjos se exibem
Sabe quando a dança te envolve
e o corpo fica leve
o silêncio é a resposta
que faltou alguém dizer
Sobre as linhas da tua mão
desenhei minha jornada
desejei a caminhada
rumo ao teu coração
Mesmo que a diferença grite alto
e a intuição perca o instinto
há razão para esse encontro
em nosso mundo colorido
Mesmo que o sol brilhe mais fraco
com você faço sentido
e o infinito é o tamanho
do desejo que eu sinto
Sobre as linhas da tua mão
desenhei minha jornada
desejei a caminhada
rumo ao teu coração
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Sentipensar
A insegurança é uma escolha sem critério
começar de novo [e velho]
esperando a solução
É o risco de ficar encabulado
com um abraço inesperado
antes de pedir perdão
A esperança é a dor de quem espera
Emoldurado na janela
a depender de novidades
É o suspiro que renova o compromisso
a ser cobrado [ou já assumido]
sem qualquer intimidade
A solidão é consequência indesejada
quando se aprende nada
com a vida que passou
É o carinho que ficou pra outra hora
saudade de quem foi embora
e nunca mais voltou
A frustração é uma ideia ultrapassada
feito vista embaçada
que demora a passar
É o tiro que saiu pela culatra
insistência que acabou em nada
intuição a naufragar
O desencontro é um tipo de castigo
descontrole do destino
é a sorte a lamentar
É encontrar com a pessoa por acaso
no parque em dia nublado
quando sai pra caminhar
A nostalgia é reprise de novela
reciclar notícia velha
fim de tarde de domingo
É o segredo que não faz mais diferença
é a religião sem crença
feito pássaro sem ninho
A alegria é um frio na barriga
de coragem suicida
que se impõe sem explicar
É a vontade de gritar bem alto e forte
que amor exige sorte
mas tem que se reinventar
A euforia é qualquer coisa parecida
com vontade reprimida
que precisa extravasar
É a travessura do romântico convicto
que enxerga o mundo mais bonito
tendo alguém pra cortejar
A poesia é pensamento de maluco
inconformado com o mundo
que parece enlouquecer
É a explicação sem ter sentido e inconsistente
mas convence facilmente
quem não tem o que perder
O amor é o presente mais nobre
que desfruta só quem pode
ou quem fez por merecer
É a ternura no sorriso da criança
o movimento de quem dança
é a vontade de viver
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Impressões
Ela sorri o tempo todo
deve ser muito feliz
pode ser coincidência
ou uma escolha que ela fez
Ela sorri o tempo todo
por surpresa ou alegria
por sarcasmo ou desespero
gentileza ou ironia
O tempo todo ela sorri
como quem pede passagem
a caminho do infinito
ou qualquer outra viagem
Seu sorriso lava a alma
ilumina outros caminhos
se distrai, por um instante,
volta a si sempre sorrindo
Como a sina de uma vida
que combina arte e beleza
seu sorriso é o futuro
que não sai da minha cabeça
Feito a rima de um poema
que alenta o coração
seu sorriso é o acorde
que completa a canção
*Vasculhar rascunhos e re-assistir a vida...
deve ser muito feliz
pode ser coincidência
ou uma escolha que ela fez
Ela sorri o tempo todo
por surpresa ou alegria
por sarcasmo ou desespero
gentileza ou ironia
O tempo todo ela sorri
como quem pede passagem
a caminho do infinito
ou qualquer outra viagem
Seu sorriso lava a alma
ilumina outros caminhos
se distrai, por um instante,
volta a si sempre sorrindo
Como a sina de uma vida
que combina arte e beleza
seu sorriso é o futuro
que não sai da minha cabeça
Feito a rima de um poema
que alenta o coração
seu sorriso é o acorde
que completa a canção
*Vasculhar rascunhos e re-assistir a vida...
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Meninices
Dos poemas que escrevi
das histórias que contei
das canções que eu compuz
e do amor que cultivei
tudo foi perfeito
e foi feito pra você
Do acaso programado
à certeza indecisa
da alegria cabisbaixa
à tristeza otimista
Um encontro inevitável
entre ruas sem esquinas
Da coragem suicida
aos gritos abafados
da verdade inventada
ao segredo escancarado
Tudo fez todo sentido
feito risco calculado
Do discurso distorcido
ao anúncio impactante
da lucidez desconfortável
ao delirio reconfortante
Foi bonito, infinito
e vou lembrar a cada instante...
das histórias que contei
das canções que eu compuz
e do amor que cultivei
tudo foi perfeito
e foi feito pra você
Do acaso programado
à certeza indecisa
da alegria cabisbaixa
à tristeza otimista
Um encontro inevitável
entre ruas sem esquinas
Da coragem suicida
aos gritos abafados
da verdade inventada
ao segredo escancarado
Tudo fez todo sentido
feito risco calculado
Do discurso distorcido
ao anúncio impactante
da lucidez desconfortável
ao delirio reconfortante
Foi bonito, infinito
e vou lembrar a cada instante...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Doses homeopáticas
Morar sozinho deixa as pessoas com algumas manias.
Fiquei com várias.
Estou me curando. Mais rápido do que pensei que seria. Mais lento do que a urgência de uma transformação exige.
É assim mesmo. Nem bom ou ruim. Só é.
A verdade é que você aprende a se relacionar de acordo com as urgências que tem. E como viver é urgente, tudo é prioridade.
[...]
Na real, comecei a escrever esse texto pensando em dizer que ninguém deve aceitar um amor menor que o próprio. Pretendia falar que relacionamento cheio de joguinhos, regras, observações, reticências e melindres não é amor. Sequer, paixão.
Mas, enfim, acabei me perdendo nas ideias.
[...]
Já que me perdi no raciocínio, larguei mão da lógica que daria coesão a esse post.
[...]
Vez ou outra, sem grande esforço, lembro da infância que tive. Não é mais como um filme que passa pela cabeça. São pequenas observações. Esquetes.
Lembrei que, com 4 ou 5 anos de idade, eu utilizava embalagem vazia de amaciante de roupa como guitarra. Era o cúmulo da imaginação. Engraçado como a música sempre esteve presente em casa, assim como o jornalismo, mas, ao contrário do texto, a melodia nunca virou meu ganha pão...
Fiquei com várias.
Estou me curando. Mais rápido do que pensei que seria. Mais lento do que a urgência de uma transformação exige.
É assim mesmo. Nem bom ou ruim. Só é.
A verdade é que você aprende a se relacionar de acordo com as urgências que tem. E como viver é urgente, tudo é prioridade.
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Na real, comecei a escrever esse texto pensando em dizer que ninguém deve aceitar um amor menor que o próprio. Pretendia falar que relacionamento cheio de joguinhos, regras, observações, reticências e melindres não é amor. Sequer, paixão.
Mas, enfim, acabei me perdendo nas ideias.
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Já que me perdi no raciocínio, larguei mão da lógica que daria coesão a esse post.
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Vez ou outra, sem grande esforço, lembro da infância que tive. Não é mais como um filme que passa pela cabeça. São pequenas observações. Esquetes.
Lembrei que, com 4 ou 5 anos de idade, eu utilizava embalagem vazia de amaciante de roupa como guitarra. Era o cúmulo da imaginação. Engraçado como a música sempre esteve presente em casa, assim como o jornalismo, mas, ao contrário do texto, a melodia nunca virou meu ganha pão...
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