quarta-feira, 9 de junho de 2010
A desorganização de uma categoria
domingo, 30 de maio de 2010
Palavras soltas são... rascunhos! [5]
A[pelo]
sábado, 15 de maio de 2010
Nota de rodapé
quinta-feira, 6 de maio de 2010
No centro de um Planalto [não mais] vazio
domingo, 25 de abril de 2010
"Alguma coisa acontece no meu coração..."

quarta-feira, 14 de abril de 2010
Intimidades
segunda-feira, 1 de março de 2010
Rapidinhas [ui!]
Mulherada, vocês querem um namorado ou um cachorro?
***
Acessibilidade não é o forte de Brasília. Aqui é uma das poucas cidades que conheço onde, na maioria dos bares, para ir ao banheiro é necessário subir escadas.
Conclusão: os comerciantes são uns fela da mãe e os bêbados são parceiros bagarai!!!
***
Se dinheiro fosse bosta, pobre nasceria sem cu. Que falta de sorte! A galera acertou os números da Mega Sena, mas não ganhou o prêmio.
Conclusão: levaram uma bolada!
***
Minha companhia no sábado a tarde foi o primeiro violão que comprei há 5 anos. Lembro que cada uma das 10 prestações de R$ 40 reais parecia ser de R$ 400. Se eu soubesse o que isso representaria hoje, teria pagado com mais alegria.
É incrível como o valor de comprar sonhos com o próprio esforço faz tão bem.
Pai, mãe. Perdão. Mas agora preciso deixar de pagar o aluguel pra comprar uma guitarra elétrica...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
No espaço dos outros é refresco!
Mas, às vezes, o espaço deste blog, assim como outros espaços, fica um pouco limitado.
É por isso que, aproveitando o espaço [ui!] do Navarros, tenho experimentado a risada através do texto.
Todas as quintas-feiras, no HUMORena, um novo post meu. Uma maneira descontraída de comentar as grandes piadas que acontecem no centro do Poder. Mergulho que começa em Brasília e respinga no resto do país.
Por enquanto, há três posts: este, este outro e este aqui!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Candango
Uma câmera, um violão e muita coisa torta na cabeça. A improvisação pede um vexame registrado!
O resultado foi esse:
“O metrô ta foda.”
“Eu também tô foda!”
Ainda bem que sabe...
Valeu pela visita, Lelo! Volte sempre.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Impressões de uma Brasília feminina
Castanhos do tamanho da escuridão: distância maior que a distância entre nós.
Pele macia que arranha o desejo que sinto
Que guarda o cheiro do sonho que lembro ter tido na infância.
Parte de um texto perfeito, embora ainda inacabado
Simetria na curva que desmancha a linearidade calculada.
Espaço impróprio pra dor ou qualquer coisa que não seja afeto
Vontade que brota nos olhos e desejo que escapa da boca...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pode ser...
Por acreditar que falar é bobagem quando os olhos se encontram.
Pode ser que eu perca a certeza se a escolha não fizer diferença
Ou defenda uma coisa que eu não goste só por saber que é verdade.
Porque uma parte da vida é o que existe. Mas a outra é o que sonhamos.
Pode ser que um segundo seja todo o tempo que preciso
Pra fazer o que fingi acreditar por uma vida inteira.
Pode ser que o castigo seja o que a gente mais queira
Só pra testar nossas habilidades como seres humanos.
Porque a rosa é espinho e beleza. Mas não é dessa Rosa que escrevo.
Pode ser que o cinismo não seja defeito
Se a provocação faz a pessoa pensar sobre as coisas que omite.
Pode ser que o vazio nos basta para sempre
Se precisamos de tão pouco para a verdadeira e perene felicidade.
sábado, 31 de outubro de 2009
Palavras soltas são... rascunhos! [4]
Como se a luz ofuscasse as coisas que digo
Como se a voz preferisse o que silencio
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Palavras soltas são... rascunhos! [2]
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Pouco importa – ou tanto faz!
Pouco importa o barulho se o desejo é a calma
Tanto faz o mergulho se a piscina é rasa
Pouco importa a preferência se a escolha é da alma.
Tanto faz o que digo ou as coisas que escrevo
Pouco importa a coragem se o vício é o medo
Tanto faz o desejo se o que posso não quero
Pouco importa a novidade se o fim é o tédio.
Tanto faz os sentidos se não massageio seu corpo
Pouco importa o tempo se meu sonho é o seu rosto
Tanto faz o segredo quando alguém foi exposto
Pouco importa a outra pessoa se eu te quero de novo.
Tanto faz a ciência se a fórmula não é exata
Pouco importa a chance se já foi esgotada
Tanto faz o emprego se não serve pra nada
Pouco importa a verdade se for inventada.
Tanto faz porque pouco importa. E as duas coisas não são [necessariamente] a mesma.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Diploma já era... [Parte 3]
Lá no HUMORena meu amigo Navarros vive encontrando pérolas jornalísticas de quem passou pela faculdade. Se com estudo a coisa já tá feia, imagine sem!
Olha só a merda que a falta de regulamentação pode causar:
***
E você, jornalista [diplomado], achando que tem problemas...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Sinestesia
Acontece que observar pode ser mais instrutivo do que quebrar a cabeça na constante batalha da vida.
E é interessante ver como as pessoas são diferentes e, por esse motivo, o mundo é o reflexo de tantas escolhas opostas. Mas parece que de tão diferentes as coisas se repetem. Os sonhos são iguais, mas ninguém consegue realizá-los, e isso não deixa de ser engraçado.
Acho que somos eternos caçadores de coisa nenhuma!
Talvez nossos sonhos não se concretizem porque nunca estarmos satisfeitos com o que alcançamos.
Se não aprendemos nada com as coisas que vemos, com os sons que sentimos e com as cores que respiramos, então alguma coisa está errada.
É o círculo vicioso da burrice que se perpetua com os conceitos que guardamos sob nossas hipocrisias.
sábado, 11 de julho de 2009
Músicas que eu queria ter feito [Parte 6]
Desde que me entendo por gente o Roberto Carlos canta sempre as mesmas músicas nos especiais de fim de ano da Globo. Até certo ponto, isso é chato, mas não é tão insuportável quanto ter que aturar o Galvão narrando jogos de futebol e corrida de Fórmula 1.
O que quero dizer é que, apesar da repetição, as músicas do “Rei” são poesias. Não estou dizendo que sou fã incondicional do cara, mas assumo aqui que gostaria de ter feito algumas das canções que ele compôs.
Se ainda hoje são as mesmas músicas que tocam [entre um repertório de mais de 300 canções] quer dizer que elas fazem sentido não apenas a mim, mas a muita gente. Muita gente mesmo!
E isso é um mérito que não é qualquer um que consegue.
Então, no dia em que o Rei faz uma mega apresentação com seus maiores sucessos [mais uma vez ouviremos as mesmas músicas] para comemorar 50 anos de carreira, minha homenagem é selecionar uma de suas músicas para dizer que eu gostaria de ter feito.
***
Diga o que quiser, que é cafona, brega, música de dor-de-cotovelo, o que for, mas chega pra uma mulher, cante uma música dessas e diga que você fez pra ela.
Meu filho, não tem mulher que não saia no tapa por sua causa!
PS: Escolhi este vídeo por ser o clipe mais recente e também por ter a participação da Mariana Ximenes [não necessariamente nessa mesma ordem...]
sábado, 4 de julho de 2009
Herdeiro de uma riqueza não palpável
Como todo ser humano, só depois que a gente perde a companhia diária dos pais é que começamos a perceber o quanto isso é determinante pra gente manter o brilho nos olhos que todo mundo acha que é coragem, mas, no fundo, é a certeza do amparo do pai e da mãe que mantém aceso isso.
E o pior é que a gente nunca consegue retribuir como deve ou como quer. Sempre falta alguma coisa. Falar é tão complicado...
Mas a memória nunca esquece.
Lembro da minha mãe exigindo que eu e meu irmão tirássemos 10 em todas as provas da escola. Meu irmão sempre teve a melhor cabeça da família. Tirar 10 pra ele, naquela época, era tão fácil como eu surrá-lo na sinuca hoje em dia. Por conta da minha incapacidade de estudar, sempre me contentei com os 9.5 das provas. Na primeira vez que consegui um 10, minha mãe disse “você deveria ter tirado 11”! Lógico que na época eu fiquei inconformado, mas hoje entendo perfeitamente o que ela queria me dizer com aquilo. E foi assim que minha mãe me fez perceber que dedicação é mais do que aquilo que você espera de você mesmo – tem a ver também com o que o mundo espera da gente. Cada um tem a opção de ser grande, pequeno ou medíocre. Dependendo do que escolhemos, é da mesma maneira que o mundo vai tratar a gente.
Do meu pai lembro sempre da sua atitude altruísta. A vida inteira ele fez tudo o que podia pelos filhos. Foram poucas as vezes que apanhei dele – e minha mãe morre de ciúmes disso! Pra falar a verdade só lembro de ter apanhado do meu pai uma única vez. E lembro também da maior surra moral que ele me deu. Não me lembro o motivo, mas num certo dia minha mãe dedurou alguma arte que fiz. Meu pai me chamou no quarto e pediu pra que eu explicasse a minha versão da história. Terminei de contar a novela na mesma hora em que ele tirava o cinto. Pensei “phodeu!”, mas o que ele disse foi “eu não vou te bater, mas nunca mais quero que isso se repita”. Enrolou o cinto, guardou na gaveta e foi tomar banho. De lá pra cá, foram muitas as vezes em que levei bronca dos dois, mas nunca pelo mesmo motivo. Isso por conta de dois fatos – necessariamente nessa mesma ordem: primeiro porque me senti importante, aos cinco anos de idade, ao saber que meu pai, um adulto, se interessava em saber a versão de uma criança; segundo porque não apanhar naquele dia me mostrou que a vida sempre tem muitas opções e saídas para qualquer problema.
A verdade é que certas coisas a gente nunca aprende, se acostuma ou se conforma. Se existe algo que nunca vou conseguir é lidar com essa distância geográfica que me separa do abraço de meu pai e do beijo de minha mãe.
Saudade é unidade de medida,
Amor é a ciência exata da vida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Dúvidas de além túmulo
Ultrapassei um grupo de estudantes uniformizados, provavelmente do Ensino Médio; dois pedreiros que, aparentemente, estavam deixando o turno; e um casal de idosos que fazia caminhada. Mas foi quando me aproximei de uma mulher com uma criança de [mais ou menos] 5 anos que minha atenção foi chamada.
- Mãe, quando a gente morre e vai pro céu a gente vira anjo?
- Não minha filha.
- Mas se a gente não vira anjo, o que faz lá em cima?
- Minha filha, não é assim que as coisas funcionam. É um pouco diferente.
- Mas quando o vovô morreu você disse que ele tava olhando a gente lá de cima. Quem sobe não é anjo? E não é anjo que protege a gente?
- Dá a mão pra atravessar a rua!
A mulher mudou de assunto visivelmente por não saber o que responder. Crianças têm esse dom de fazer com que a gente se sinta pressionado ou envergonhado diante de seus questionamentos. Dúvidas que, de tão simples, parecem ser científicas, envoltas de toda a verdade universal.
O que me impressionou é que essa menina já procura respostas que eu, aos 24 anos, ainda não tenho sobre um assunto que nem deveria ser de seu interesse. Crianças nessa idade deveriam pensar em brincar, fazer traquinagem, desobedecer e irritar os pais... E não saber o que acontece quando sua vida [até então recente] chega ao fim.
O que faz com que essas crianças sejam tão precoces? Aliás, será que isso é bom?
Comecei a me preocupar porque o Brasil não tem uma estrutura educacional que acompanhe com qualidade essa evolução das crianças. Se ainda existem paus-de-arara fazendo o transporte escolar por falta de um investimento mínimo para a compra de veículos decentes, nem vou falar na falta de qualificação dos professores.
Porque é assim que tudo funciona: se o investimento aparece aos olhos e a curto prazo, existe certa tendência de se conseguir alguma verba. Mas, se o investimento for subjetivo e a médio e longo prazo, como capacitação, por exemplo, aí o soneto é diferente...
Acompanhar o desenvolvimento dessas crianças exige sensibilidade. E isso é uma questão cultural. Ainda não estamos totalmente preparados para tentar compreender o que se passa pela infância. Governo e sociedade tentam sanar problemas pontuais, que não deixam de ser importantes – obviamente – mas não são fatos isolados.
Nessa queda de braço ninguém ganha. Todo mundo simplesmente vive.
Assim, as coisas simplesmente acontecem. E nossas dúvidas só aumentam, como no caso da menininha de 5 anos...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Lugares, pessoas e subjetividades
Pessoas que deixam saudade
Lugares que guardam sossego
Pessoas de imensa bondade.
Há cicatrizes que o tempo não cura
E respostas que a vida não dá
Momentos em que a gente precisa de ajuda
E sonhos voando na brisa do mar.
Há verdades que nunca são ditas
E mistérios que vivem guardados
Pessoas que jamais serão esquecidas
E lugares que jamais serão revelados.
Há esperança num rosto que chora
E um mundo sedento por momento de paz
Momento feliz que, às vezes, demora
Parece que nunca irá chegar.
Há desculpas que nunca serão aceitas
Pessoas que jamais serão perdoadas
Palavras certas vindas de pessoas alheias
Lugares que aguardam a nossa chegada.
Há vícios que nunca serão curados
Lições que jamais serão aprendidas
Pessoas que serão para sempre lembradas
Lugares completos: perfeita simetria.
O melhor caminho não foi descoberto
A maior descoberta não foi registrada
Há pessoas que quero ter sempre por perto
Meu tesouro é a família que eu deixei em casa.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Diploma já era...
O Superior Tribunal Federal [STF] acabou com a exigência do diploma de jornalismo. Para quem está de fora, a tendência é concordar com a alegação de que o diploma restringia a liberdade de expressão.
Balela. Desde quando informação qualificada de um jornalista restringe que qualquer outra pessoa se expresse?
Partindo desse princípio, quer dizer que podemos questionar qualquer outra profissão. Por exemplo: posso questionar a exigência de regulamentação dos taxistas, alegando que isso fere o meu direito de ir e vir com o meu próprio carro. Isso me soa tão absurdo quanto aos argumentos utilizados para a decisão.
Pra mim, essa medida só tende a comprometer a qualidade da informação, a imagem da capacidade dos jornalistas devidamente diplomados e todo um sistema já existente.
A queda do diploma pode não interferir na contratação desses profissionais, afinal, pensando pelo lado lógico da coisa, acredito que pouquíssimas empresas contratariam uma pessoa sem a devida formação. Por outro lado, a medida do STF enfraquece mais ainda uma categoria profissional que nunca foi, de fato, forte.
Quero dizer que isso pode comprometer ainda mais os salários, os planos de carreira e as condições de trabalho dos jornalistas. Além disso, acreditar que para exercer esta atividade não exige qualificação é um desrespeito aos que passaram pelo curso superior de comunicação e aos leitores. Se já existe um nítido comprometimento da notícia hoje, imagina sem a exigência de qualificação.
Acredito que, ao invés de abrir brechas para o comprometimento da informação, deveríamos estar preocupados em buscar maneiras de melhorá-la.
O que me deixa mais puto da cara é que os envolvidos nessa decisão não são jornalistas. Em outras palavras, eu não costumo ensinar meu médico a medicar as pessoas. Também não costumo segurar a bolsa de quem a roda numa esquina qualquer. Então, como posso aceitar uma decisão dessas vinda de quem não sabe direito o que acontece dentro do jornalismo?
Acho tudo isso muito preocupante. E lamento, mesmo, que as coisas tenham chegado a esse ponto. Amanhã, qual profissão será questionada?
Espero que questionem o papel de quem está tomando as decisões mais sérias do país.
domingo, 7 de junho de 2009
Músicas que eu queria ter feito [Parte 5]
Clarice Lispector disse que “viver ultrapassa qualquer entendimento”. Concordo. Mas não entendo porque tentamos entender o amor. Aliás, porque tentamos entender tantas coisas?
Nossa paranóia é tão grande que até as crianças são contaminadas, embora seus entendimentos sobre o amor sejam bem melhores que os nossos.
Existem muitas músicas lindas que falam sobre o amor, por isso tive muita dúvida em selecionar uma para marcar o dia dos namorados, que está chegando.
Escolhi “Certas Coisas”, do Lulu Santos. Particularmente, acho ele um cara muito mala, mas que compõe como poucos. E esta canção capta muito bem essa coisa de “nem tudo precisa ter uma explicação”.
***
Eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
Definitivamente, esta é uma das músicas que eu queria ter feito!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O bambu de Maísa!
Que ela é chata, metida à besta [e é mesmo], arrogante, mala...
Vamos considerar tudo isso.
Mas vamos dar um desconto. Afinal, ela é C-R-I-A-N-Ç-A!!!
E está naquela fase insuportável de qualquer ser humano, seja rico, pobre, feio, remelento, cacarento, enfim!
Uma coisa que a gente tem que avaliar também é que a Maísa está em situação de trabalho. Tudo bem que não é um trabalho insalubre e sujo, mas é trabalho! Só porque ela aparece bem tratada no vídeo não significa que ali seja o lugar que ela devesse estar. É o mesmo que acontece com crianças e adolescentes que praticam esportes.
E não tem essa de que “ela se diverte fazendo aquilo”, “é como se estivesse brincando”. Uma ova! Brincar é de graça, na hora que quiser e não implica em contratos e salários. Dane-se a fonte de lucros! Ser criança é estar em uma condição especial e ter esse direito respeitado.
Pra piorar, ela trabalha com o Silvio Santos. É impressão minha ou ele ta ficando fanfarrão com o passar dos anos?!
Tenho uma teoria que explica por que o Silvio atormenta tanto a coitadinha. A minha opinião é que ele ficou traumatizado depois que uma criança do auditório perguntou a diferença entre o poste, a mulher e o bambu.
***
Se a Maísa fizesse o mesmo, D-U-V-I-D-O que ele apelaria tanto com ela!
domingo, 24 de maio de 2009
Tem dias que à noite é phoda!
Querer alguém pra amar não me torna especialista em amor
Comprar coisas bonitas não quer dizer que eu tenho dinheiro
Arriscar tudo por um sonho não significa que eu não tenha medo.
Só porque dou conselhos não quer dizer que tudo está resolvido pra mim
Se resolvo um problema não apago os outros que ainda estão por vir
Se coloco um sorriso no rosto é só pra te convencer
Que tudo está do jeito que nós dois achamos que iria ser [mas não está].
Aonde está o novo, aonde está o certo?
Quem definiu as regras, quem falou que é correto?
Pra onde foi o “todos juntos”, quem falou que é absurdo?
Defender o “igual a todos”, mas viver atrás de um muro?
Receitas médicas prescrevem melhoras
Pessoas esperam finais felizes para suas histórias
Silêncio é todo mundo repetindo frases iguais ao mesmo tempo
Confusão é calmaria que confunde as certezas de um pensamento.
O tempo todo é muito pouco quando o tempo é infinito
Exagero é apelo se o desejo é reprimido
Pouca coisa é demais pra despertar o que estava esquecido
Descontrole é benefício se o controle é desperdício.
Tudo é diferente se o igual é permanente
Nada é indiferente se é comum a toda gente
Tudo é complicado se estiver bem explicado
Nada faz sentido se tudo for muito conhecido.
domingo, 10 de maio de 2009
Ensaio
Arte que não se cria: simplesmente existe.
Verbo intransitivo: AMAR
É a saudade permanente e o eterno bem estar.
Mãe é tudo o que é impossível no mundo que temos hoje:
Compaixão, alento, braços abertos,
Compreensão, carinho, afeto,
Harmonia, simetria, compreensão
Certeza, intensidade e paixão.
Mãe é substantivo, verbo, adjetivo;
Ficção, realidade, crônica, artigo;
Novela, filme, seriado, telejornal;
É sonhar na realidade, de verdade e virtual.
Tanta coisa que eu penso e não me omito
Respiro fundo pra falar, mas na hora eu não consigo
Te amo tanto, mãe, que me dói só de pensar
Que falar demais ainda é pouco pelo tanto que tenho pra te amar.
***
Feliz dia das mães! Pra minha e pra de todo mundo!
sábado, 2 de maio de 2009
“Músicas que eu queria ter feito” [Parte 4]
Gosto de falar de AMOR.
Entre homens e mulheres, pais e filhos, pela vida, pelo cotidiano, por tudo o que está ao nosso alcance e por tudo aquilo que queremos.
Porque o amor é o que nos define como seres humanos. E é também a possibilidade de transformar qualquer situação na melhor experiência que possamos ter.
Gosto do AMOR porque é simples, completo e verdadeiro.
A música More than Words me parece uma carta que recebeu notas musicais. Fala do amor [entre um casal] como um sentimento genuíno no qual as palavras deixam a desejar.
Violão bem tocado [sem trocadilhos!] e vocal afinadíssimo fazem com que eu quisesse ter composto essa música.
***
Mais do que palavras...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O mesmo assunto outras vezes
E depois, daqui a pouco, toda hora, sempre...
Porque o mundo começa toda vez que começamos algo novo, alguma coisa que meta medo de verdade.
O medo acompanha a gente o tempo todo. Só não nos damos conta disso porque – felizmente – não é uma prioridade, é só um clarão que aparece de repente e destrói algumas de nossas melhores perspectivas.
Ter medo não é ruim. Faz parte da racionalidade. Ele nos coloca nos eixos sempre que queremos jogar tudo pro alto. De certa forma, acaba sendo uma maneira de proteção inconsciente, apesar da tal racionalidade descrita antes. E, assim, algumas de nossas melhores perspectivas são salvas.
Quem tem medo de verdade sabe exatamente tudo o que se tem a perder, mesmo sem entender ao certo tudo o que está por vir. E isso assusta mais ainda...
Acho que o medo é um círculo vicioso, no qual nossas alternativas nem sempre dependem de nossas vontades. Mas como todo círculo, elo, ciclo [etc e tal] pode ser rompido. E é rompido por conta da eterna necessidade de pular obstáculos, transpor barreiras, enfrentar desafios, fazer escolhas e assumir as conseqüências.
Porque isso é viver. E a vida é o único círculo vicioso que nos aprisiona. A morte não nos liberta de nada. Digo por experiência própria. Porque morremos todos os dias e ressuscitamos a cada decisão tomada.
Vida e morte são dois lados da mesma moeda [valorizada]. O que fazemos, incessantemente, é jogar Cara & Coroa com Deus.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Da série "Arquivos pessoais e intransferíveis"
A partir desta série será possível reconhecer quem são as pessoas e fatos que inspiram os meus rascunhos.
A foto que abre a série, tirada em 2004, registra a primeira festa universitária da turma Jornalismo 2007 da UFMS [a qual fiz/faço parte]. Quem nunca foi a uma "SextAstral" não sabe o que é festa universitária! Nessa época eu nem tinha barba!
Na foto falta muita gente, mas nada nos impede de organizar um Revival!

terça-feira, 24 de março de 2009
"Músicas que eu queria ter feito" [Parte 3]
Há muito tempo gosto desta música, mas hoje ela me faz mais sentido do que em qualquer outra fase que eu tenha passado.
Tomar um conhaque pra espantar o inverno; não saber qual é o meu lugar; procurar a palavra certa e a hora certa de chegar... Tudo isso tem feito tanta parte da minha rotina que acabo me confundindo, às vezes, com a própria letra.
À cada apresentação dos Engenheiros do Hawaii essa música ganha uma nova versão. Esta que compartilho com vocês é a que eu mais gosto, pois é a mais harmônica de todas.
***
"Envelheci dez anos ou mais nesse último mês..."
segunda-feira, 23 de março de 2009
Antes de partir
Cheguei à conclusão de que isto é muito paradoxal. Por um lado, queremos realizar grandes feitos para provar que somos dignos de muita felicidade. Por outro lado, desconstruímos essa idéia e tentamos achar a felicidade nas pequenas coisas, como na beleza de um beija-flor, o sorriso de um bebê, essas coisas.
Para ser honesto, não tenho um argumento fechado que defina felicidade. Acho que isso varia de pessoa pra pessoa e depende de tantas coisas... Nesse sentido, tudo é muito relativo. Os conceitos que tenho servem de base apenas para a minha felicidade. Já a felicidade dos outros depende daquilo que eles consideram importante.
Eu não quero que isso abra possibilidades de argumentação para que cada um considere sua felicidade mais importante do que a de qualquer outra pessoa. Pelo contrário. Por serem tão diferentes e inúmeros os critérios, o que existe são felicidades diferentes.
Voltando ao filme, resolvi rascunhar algumas coisas que gostaria de fazer antes de partir, assim como os personagens de Morgam Freeman e Jack Nicholson:
Fazer uma serenata;
Ter um filho;
Aprender a construir instrumentos musicais de corda;
Aprender a surfar;
Participar de um festival de música;
Não ter que me preocupar com saldo bancário;
Velejar por um ano;
Conhecer, pelo menos, 3 países viajando de carro;
Aprender a fazer coquetéis afrodisíacos;
Perder o medo de altura;
Saltar de pára-quedas;
Conhecer Oswaldo Montenegro;
Dirigir um filme;
Fazer uma apresentação de Standy Up Comedy;
Ver todos os meus amigos se dando bem.
***
Ter uma lista de objetivos e correr atrás de cada um deles nem sempre significa uma busca pela felicidade. Pode ser apenas uma maneira de ocupar o tempo. Mesmo assim, continua sendo válido se isso te deixa feliz...
sexta-feira, 20 de março de 2009
“Músicas que eu queria ter feito” [Parte 2]
Encontrei essa gravação no You Tube [Deus abençoe esse site e as pessoas que inserem vídeos nele]. Trata-se do 3º Festival de Música Brasileira, realizado em 1967, onde Chico se apresenta com o grupo MPB 4.
Reparem na maneira singela como os artistas se apresentam, com apenas um violão e um microfone para todos os cantores, que intercalam a voz principal e os arranjos vocais. Entre a platéia um garoto [de 5 ou 6 anos de idade] canta a música com uma emoção que cativa quem assiste.
A participação da platéia, a simplicidade da apresentação e o peso do que esses artistas representam ainda hoje me emocionam.
***
No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade prá lá...
São tempos em que os festivais traziam à tona músicas de verdade.
quinta-feira, 19 de março de 2009
The doors are open!
Hoje somei “dois mais dois” e descobri na pele [mais uma vez] uma das grandes verdades universais. O fato é que por mais que a gente sonhe com um futuro nunca estamos totalmente preparados quando ele chega de verdade.
E isso não ter a ver com incapacidade ou infortúnios, mas com o constante medo do novo que todo mundo tem.
Não tem jeito: na prática a teoria é outra. Ponto.
E não dá pra discutir isso quando a outra pessoa da conversa não enxerga um mundo além daquele que existe no quintal de sua casa. Simplesmente não dá. É como conversar sobre religião, partido político ou time de futebol: não há argumentos que a convença de que tudo é diferente quando um plano passa a ser executado.
A sensação que tenho é a de que estou diante de portas abertas, mas os objetivos estão do outro lado da ponte de madeira, que me obrigam a atravessá-la sem ter a certeza de que aquelas tábuas agüentarão meu peso.
Literalmente é assim que me sinto. E acredito que outras pessoas também. Há sempre aquela insegurança de fazer o que tem que ser feito sem ter a certeza de que será bem feito.
E junto a isso existe a pressão do tempo que, definitivamente, não pára mesmo! Enquanto perdemos tempo com medo de encarar o tempo que está chegando, o tempo que passou nos empurra sem pestanejar contra tempo futuro. É uma constante queda de braço entre o você de agora e o você de amanhã.
Onde você ainda se reconhece? Na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? ...
Como costuma dizer meu amigo-irmão Lelo Marques, “só pensando...”
quarta-feira, 18 de março de 2009
Da série “músicas que eu queria ter feito” [parte 1]
Os Rascunhos são do Rapha, mas, convenhamos: existem inúmeras pessoas que rascunham maravilhosamente bem.
É o caso de alguns artistas, não todos, claro [primeiro porque as generalizações são burras e, segundo, porque nem todos que vemos por aí são artistas de verdade, não é mesmo?!].
Por esse motivo, e também por partilhar sentimentos que alguns compositores expressam em suas canções, começo a partir de agora uma nova série: Músicas que eu queria ter feito.
O título da série é auto-explicativo e contempla minha intenção. Quero dividir com vocês algumas músicas que eu gostaria que tivessem saído dos meus rascunhos.
O post inaugural da série traz “A Lista”, de Oswaldo Montenegro.
***
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você? [...]
Post dedicado a Lincoln Hendrix e Daniel Vaz dos Santos, amigos que me apresentaram essa música pela primeira vez. Felizmente são amigos que eu ainda vejo!
sexta-feira, 13 de março de 2009
Incompatibilidades
Invertendo a lógica sinistra assimilada à Sexta-Feira 13, resolvi rascunhar manchetes improváveis de serem estampadas nos jornais de hoje.
1. Bolsa de Valores fecha o dia com o dólar custando R$ 3,45.
2. Geada acaba com plantação de maconha e fazendeiros pedem mais incentivos ao Governo.
3. Igreja Católica incentiva sexo antes do casamento para o exercício do livre arbítrio.
4. Juiz absolve suicida alegando legítima defesa.
5. Congresso Nacional aprova [por unanimidade] lei que reverte o salário dos políticos em obras sociais. Parlamentares trabalharão voluntariamente a partir do próximo mês.
6. Capitão Nascimento [do filme “Tropa de Elite”] assumirá apresentação do Big Brother Brasil [BBB]. A partir da próxima edição do programa, os participantes serão eliminados pelo próprio apresentador. O último a “pedir pra sair” receberá R$ 1 milhão em barras de ouro e um Carnê do Baú.
7. Chapolim Colorado captura Osama Bin Laden e recebe recompensa do FBI.
8. Homem cria a maior bola feita de goma de mascar do mundo: monumento tem mais de 5 metros de diâmetro.
9. Bruno Navarros assume que é o Power Ranger Azul!
10. Viagra será produzido nas cores rosa, amarelo e verde para combinar com a cueca dos usuários.
Quais outras manchetes poderiam ser tão absurdas quanto essas?
sábado, 7 de março de 2009
A sabedoria está na [pouca] idade
sexta-feira, 6 de março de 2009
A fórmula que todo mundo desconhece
Acontece que todos nós avaliamos as situações de dentro dos nossos próprios quintais. Insistimos em desconhecer o que acontece realmente e nos preocupamos somente em apontar acusados e problemas para depois sugerir alternativas e pousar de heróis.
“Fácil achar o caminho a seguir num mapa com lápis de cor. Moleza mandar a tropa atacar da tela do computador. Sem o cheiro, sem o som, sem ter nunca estado lá, sem ter que voltar pra ver o que restou (...)”. Esse é um trecho da música “Coração Blindado”, do compositor gaúcho Humberto Gessinger. Se a gente descer um pouco do nosso salto de cristal e pretensões iremos perceber que o que ele diz faz sentido. E mais: é dessa forma que agimos inúmeras vezes, quando um chefe ordena que seu subordinado resolva um problema dentro de um prazo impossível de ser cumprido; quando um pai de família tem que conseguir o sustento de seus dependentes com um salário de miséria; quando uma mãe grita com o filho “fecha a boca e come!” [bem paradoxal isso!!!], e por aí vai.
Queremos quase sempre que as coisas façam sentido através de nossas próprias experiências, desconhecendo por simplicidade ou deixando de lado por puro capricho todas as realidades que acontecem fora de nossas casas e rotinas.
Por que ignorar as diversidades se é mais divertido trazer todas elas para dentro de nossa convivência? Isso não quer dizer que seja uma tarefa fácil, mas significa que é um exercício necessário a ser feito.
Se cada um de nós partisse do princípio básico de se colocar no lugar das outras pessoas não haveria a necessidade de tantas legislações, tratados, acordos, guerras, burocracias e juramentos. Tudo fluiria como uma conversa entre amigos. Aliás, algum de nós condena um amigo mortalmente por dizer algo que nos chateie ou por fazer algo que não faríamos? Creio que não. Ficamos chateados e refletimos sobre o que aconteceu, mas depois passamos uma borracha no assunto – ou o guardamos em uma gaveta bem trancada – e continuamos o jogo da vida.
Entretanto, quando a “polêmica” sai da nossa intimidade e a percebemos como uma ameaça ao nosso mundinho, tratamos logo de agredir, julgar, condenar e esperar que a pena seja dolorosa.
Pra que tudo isso? De onde vem essa necessidade de unificar tudo com os nossos próprios exemplos? Será que as experiências do passado, a história mundial com os capítulos do nazismo, segregação racial, militarismo e censura, entre tantas outras barbaridades, não serviram para mostrar que quanto mais queremos estipular uma unidade baseada no que todos temos em comum acabamos criando uma guerra por deixar de lado a riqueza que existe justamente no que cada um tem de diferente?
Ser tolerante e racional não é fácil, mas é uma obrigação. Quando ligo a televisão e vejo pessoas discutindo sobre diferentes assuntos até acho compreensível porque discutir é construir as bases de uma evolução. [Aliás, quando falamos em evolução será que, necessariamente, estamos falando de progresso?]. Mas quando vejo que alguém usa a religião, as convicções políticas, o time de futebol, a escola de samba, a música e a arte em geral para separar as pessoas fico muito frustrado. É como usar tudo que vale a pena para ficar numa ofensiva constante e ignorar a possibilidade de ajustes do mundo.
Qual é o nosso papel diante de tudo isso? Será que estamos fazendo o que realmente tem que ser feito ou apenas deixando as coisas difíceis para que alguém de gerações futuras resolva?
Seja como for, espero que, pelo menos, as pessoas se sintam incomodadas com essas disparidades. Porque a catarse e a indiferença doem mais do que qualquer guerra idiota que o mundo promova.
Acho que quando Geraldo Vandré cantava “vem, vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer (...)” ele não tinha noção de que “fazer a hora” é mais complexo do que “provocar” as pessoas. Mas ele tinha muito boa vontade. E, de certa forma, fez de sua hora a hora de muita gente.
Quem de nós está pronto para ajustar o próprio relógio?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Os textos que não acabo
Depois de uma breve análise cheguei à conclusão de que eles não devem ser concluídos. Isso por dois motivos: o primeiro é que sempre achei forçado terminar um texto literário dias após seu início devido ao fato de que a infidelidade de emoções na diferença de datas prejudicaria o sentido original dos “rascunhos”. O segundo é que sempre temos coisas que começamos e não acabamos. Isso não se restringe a textos.
Acho que a dor da verdade é menos duradoura do que a certeza da mentira. É um tipo de relação que tem a ver com honestidade.
A seguir, listo textos iniciados e que, por algum motivo, nunca foram concluídos. Por acreditar que a beleza deles está nessa incapacidade de término, prefiro partilhar as fatias ao invés do bolo decorado.
Os trechos serão colocados aleatoriamente, sem a pretensão de ter uma linearidade de raciocínio. Se isso acontecer, é mera coincidência.
“Meus professores teriam um ataque de nervos se lessem os textos que posto aqui no blog. E não tem ligação com a qualidade dos textos, mas com os títulos que quase nunca são explicativos ou seguem padrões jornalísticos.
Mas sabe o que acontece? Gosto dessa coisa toda literária, que embora exija muito bom senso da parte de quem escreve acaba dando liberdade para que os pensamentos fluam sem certas amarras do jornalismo, como objetividade, concisão, lead, e por aí vai...
Super-Homem tem a habilidade do vôo. Homem-Aranha tem a capacidade das teias. Batmam é bonitão, “pega” todas as mulheres e conta com a ajuda daquele mordomo intrometido e bem-humorado. Meu “poder” [não necessariamente habilidade] é a escrita.”
“Já fui bem mais otimista do que sou hoje. Isso é fato. Mas não me lembro quando essa proporcionalidade começou a pender inversamente.
Acho que isso tem a ver com a tal inocência que a gente perde com o passar dos anos. Nossas necessidades, quando crianças, são tão pequenas que não passam de bolsos sempre cheios de balas, notas boas na escola para manter o orgulho dos pais, alguns brinquedos e amigos pra gente se divertir com coisas pitorescas.
Falta isso depois que crescemos. Mas a idade obriga a mudança de necessidades e planos. Até determinado ponto isso é inconsciente. Desse ponto em diante é um conjunto de situações impostas.”
“Acredito que muitas pessoas já tentaram descrever sensações e foram insuficientes em suas palavras. Os meus textos são apenas mais dessas tantas manifestações inacabadas em seus objetivos.
Não sei explicar o que acontece comigo quando passo pelos corredores da UFMS [Universidade Federal de Mato Grosso do Sul]. E nem vou tentar explicar, porque acho que sou incapaz de tal compreensão.
No fundo tem a ver com introspecção, mas do tipo que pode ser compartilhada com as pessoas que passaram pelas mesmas experiências que eu.”
“Acho que entendo o que os poetas querem dizer com “procurar a felicidade” nas pequenas coisas. Por mais que o pequeno pareça insignificante e a alma humana esteja sugestionada a procurar coisas grandes para se satisfazer, é nos pequenos detalhes que mora aquilo que costumamos definir como felicidade.
Ser feliz é ter ao alcance tudo o que a gente ama e não se dá conta. E ser ciente disso é um processo [às vezes doloroso] que requer paciência.”
Quantas coisas começamos e não terminamos além de textos, decisões e atitudes?
domingo, 1 de março de 2009
O erro das coisas que nunca são ditas
Achei que seria imbecilidade deixar essa vontade passar em branco. Por isso rascunhei na cabeça as palavras e frases que, a partir de agora, escrevo sem pestanejar muito ou calcular as belezas de um texto bem escrito [embora essa seja a intenção!]. Se acharem conveniente, que considerem isso como a segunda parte do meu discurso de formatura.
Depois de mais de um ano de formado ainda tenho a sensação de que a qualquer momento a turma “Jorn 2007” se reunirá em uma sala de aula ou coisa parecida para continuar alguma coisa que não terminamos. É difícil entender que a partir de agora a nossas rotinas aconteçam separadamente, porque foi juntos que descobrimos o valor de sentimentos tão nobres quanto mesquinhos, doces quanto amargos, verdadeiros quanto medíocres. E foi com tamanha intensidade que aprendemos a amar e odiar ao mesmo tempo.
Situações resolvidas. Relações que perduram.
Até hoje, conversando com vários desses amigos[as] novos-jornalistas [com “hífen” sim porque o texto é meu e que se danem as novas regras gramaticais!] ainda percebo rancor em relação a algumas pessoas. Eu prefiro encarar cada desgaste com algumas pessoas como parte de um processo no qual aprendemos a ser grandes, a tomar decisões e a definir e manter posicionamentos, que hoje definem o nosso caráter.
Por esse motivo, cada desavença que tive prefiro considerar como um aprendizado ao invés de manter uma inimizade. E, pra ser sincero, gostaria que todos pensassem assim e dessem uma segunda, terceira, quarta ou sei lá quantas chances para as outras pessoas.
Queria mesmo, de coração, que todos nós tivéssemos a sensatez de reconstruir o que de melhor tivemos. Em outras [e nada brilhantes] palavras, que todos passassem uma borracha no que ficou deteriorado e recomeçasse de uma maneira mais compreensiva pelos erros que cometemos pela pouca idade ou qualquer outra justificativa menos gloriosa.
Confesso que tenho medo de que meus amigos me esqueçam. E nesse ponto acho até que é egoísmo e besteira. Mas como ser humano tenho o direito de estar frágil e querer confetes!
O cérebro humano é um grande diário, mas a diferença entre ele e aquele de papel é que no primeiro caso não podemos simplesmente queimar algumas páginas para esquecer nossas lembranças ruins. Por esse motivo é muito valioso que tenhamos uma vida realmente intensa [no melhor sentido].
E é por isso que amar não é cafona, serenata não é brega e não fui eu quem deixou a caixa de leite vazia na geladeira!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Fluidos comportamentais
Isso não significa que nos tornamos pessoas melhores. Ficamos apenas sensatos.
Há poucos dias, depois de um desabafo terapêutico com uma amiga, ela me disse “dessa vida não se leva nada”. Verdade. E não foi a primeira vez que escutei isso, mas foi a entonação que me fez verdadeiramente pensar em coisas que perambulam minha cabeça todos os dias.
Quando estamos extremamente tristes ou totalmente alegres, pouco importa o que irá acontecer. Isso porque no primeiro caso não temos nada a perder e no segundo porque já conquistamos tudo aquilo que consideramos importante. A única coisa que queremos, nesses momentos, é ter a certeza de que não fomos em vão, vazios ou insignificantes. Para obter essa certeza, cristalizamos momentos.
Fotos, vídeos, textos, gravuras, marcas, homenagens.
Além do texto, quero ser a melhor lembrança de alguém. Porque se existe algo que verdadeiramente fica, é isso. E se isso não ficar eternamente, pelo menos é o que importa.
Depois de comprar o DVD do artista favorito e assistir o material várias vezes seguidas, a que conclusão podemos chegar? É melhor a eternidade do DVD ou a espontaneidade de um show de cerca de duas horas que nunca mais acontecerá da mesma maneira?
O que é mais gostoso? Descobrir um sabor pela primeira vez ou provar a essência até ficar enjoado de satisfação?
Como podemos colocar todas as melhores lembranças dentro de um compartimento secreto em nosso peito e ter a certeza de que isso não será roubado de nós?
Até que ponto a reflexão sobre as dúvidas que temos é instinto, passa-tempo ou necessidade?
Se pensarmos muito em alguma coisa corremos dois riscos: o da compreensão e o do conformismo. E os dois são altamente angustiantes. Se por um lado as ciências exatas nos ensinam a ser racionais, as ciências humanas nos ensinam a ser críticos. Se a mistura disso tudo é a perfeição [teoricamente], em que parte o ser humano entra?
De repente as pessoas sejam feitas de dúvidas e lembranças. Ao invés dos 70% de água, a maior parte de nós é constituída de insatisfação e desejo de mudanças. Pode ser que o resto não exista.
E quem disse que isso é verdade ou que tenha que fazer sentido?
sábado, 30 de agosto de 2008
Expectorando algumas idéias
Fiquei triste quando decidi assumir que o problema estava na falta de inspiração. É mais ou menos quando um craque do futebol cai na real de que aquela operação no joelho “ferrou” sua carreira.
As duas coisas são diferentes apenas em um detalhe: a primeira situação pode não ser definitiva. Já a segunda é um fato consumado.
Paixão para escrever é fundamental. Poucas coisas são tão intensas quanto um texto bem escrito, do tipo que mexe com a imaginação e ocupa a cabeça horas depois que a leitura se encerra. Admiro quem consegue isso e corro atrás de tamanho profissionalismo.
Acredito que o necessário para várias coisas é o que consideramos impossível. Talvez isso seja uma alavanca para que vários problemas sejam solucionados. Só o fato de pensar em algo impossível mostra a relevância de se pensar nisso como uma necessidade. Do contrário, nem pensaríamos nesse tipo de coisa.
O impossível acaba sendo tudo o que a nossa preguiça, dificuldade ou incapacidade não consegue atingir.
Em projeções mundiais, acabar com a violência, eliminar a fome, erradicar doenças, garantir que todos os direitos humanos sejam cumpridos, extinguir o analfabetismo, universalizar o acesso à saúde, garantir condições mínimas de sobrevivências às pessoas e tornar o desemprego uma estatística do passado, entre tantas outras urgências numeráveis, pode ser utopia, mas não deixa de ser necessário. O caráter aparentemente impossível associado a essas complexidades não dá o direito de nos fazer desistir de buscar a solução para essas e outras misérias.
Sentar e esperar providências divinas não resolve o problema. Nem ditar o que deve ser feito como se faz a uma criança quando estamos ensinando o “be-a-bá”. É preciso ter ação, pensar e definir estratégias. Correr atrás do impossível tendo em vista que é o necessário a ser feito. Procurar inspiração. Essa é uma das chaves fundamentais para as soluções que precisamos. Mesmo que a busca seja por um texto bem escrito.
Amar e mudar as coisas.
No fundo, é isso.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Jornalista! Novos Horizontes...
Após um longo recesso, cá estou, de volta ao exercício da escrita que determina o sentido que dou à minha vida [a rima não era proposital!].
O motivo das férias indeterminadas não poderia ser mais justo: ou eu me afastava de tudo e concentrava minhas energias [e inspirações] no meu Projeto Experimental [trabalho de conclusão de curso] ou não dava conta do recado.
Enfim, nasceu o “PANE NO SISTEMA – Histórias de Crianças e Adolescentes que não foram Prioridade Absoluta”, um livro-reportagem-literário que gerei por nove meses, motivo pelo qual o considero como um filho.
O meu trabalho recebeu uma avaliação muito positiva. Os membros da banca examinadora disseram que o livro aborda temáticas importantes, é de interesse social e tem a cara do autor. Claro que fiquei satisfeito com a avaliação, afinal, sem receber críticas, significa que tenho uma boa visão do que é importante ser discutido e como fazer isso de maneira jornalística.
Sim, sinto-me, agora, de fato, JORNALISTA!
Agora as coisas mudaram. Fiquem tranqüilos, não estou falando de “estrelismo”, aquela síndrome de que padecem alguns vulgos jornalistas e profissionais da mídia, que acreditam ser donos absolutos da verdade simplesmente por compreenderem os mecanismos da comunicação.
A mudança a que me refiro é maior. Tem a ver com o meu compromisso social através da profissão que escolhi.
Alguns dos textos publicados aqui no Rascunhos do Rapha, pra falar a verdade a maioria deles, tem um caráter íntimo demais. A nova fase do blog não exclui esse tipo de texto, mas trará assuntos de interesse mais coletivo do que eu já tratava antes.
Espero que daqui por diante novos rumos sejam traçados, caminhos seguidos e objetivos alcançados.
Sejam todos bem vindos aos novos horizontes que se iniciam a partir de agora.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Presente [não] de grego
domingo, 14 de outubro de 2007
Tá, confesso!
Tenho muita fome de estrada e coisas novas. Isso pode me levar a vários lugares, inclusive à falência. Mas querem saber? Dane-se! Sou novo demais pra me preocupar com coisas que devo me preocupar. Aliás, quem disse que devo me preocupar? Quem falou de idade?
Posso estar completamente enganado sobre a previsão do tempo, a balança comercial e o significado do horóscopo, mas tenho plena certeza de que nada pode proporcionar tanto prazer quanto buscar um ideal, mesmo que incerto, por enquanto.
Quero continuar tendo a sensação de quem olha para um rosto conhecido no lugar mais remoto do mundo. E quero matar a sede com o último copo de água filtrada que estava escondido atrás do vidro de pimenta na porta da geladeira. Não menos importante, quero sentir o alívio de quem encontra R$ 10 no bolso da bermuda caída num canto do guarda-roupa. Por fim, desfrutar das 3 cervejas geladas que esse dinheiro pode comprar no boteco da esquina.
Quero tanto que às vezes acho que é muito. Quero pouco se acho que não posso nada. Não preciso ter certezas, só um ponto de partida. Eu não sei pra onde vou, mas isso não me preocupa. Preciso de um caminho qualquer: seguro ou não. Só não posso ficar parado.
Quero ter direito ao romantismo literário. Mais nada.
Quero viver com dignidade. Mais nada.
Quero um cartão de crédito e um imenso disco rígido. Mais nada.
Quero que uma frase não precise ter nexo para ser dita. Mais nada.
Eu só quero o que eu preciso.
Ponto.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Tá chegando a hora...
Fico imaginando até que ponto ficarei à mercê da brutalidade do mercado de trabalho; até quando a notícia será um produto vendável acima do benefício que ela pode, de fato, causar.
Afinal de contas, aonde tem espaço para jornalismo literário?
Tenho curiosidade de saber em que ponto geográfico-social-psicológico morre o idealismo que plantamos no ensino médio e cultivamos durante toda a faculdade. Será que apodrece antes de chegar ao mercado – de trabalho – ou enquanto fica estocado nas prateleiras da subserviência?
Será que existe uma linha tênue entre manuais de redação e mediocridade?
Sabe quando a pessoa deixa de confiar na polícia e começa a se sentir mais seguro com a bandidagem? Será que é isso que acontece com os profissionais, de modo geral, quando abandonam suas convicções para conseguir ou manter um emprego?
Se a universidade ensina o ser humano a pensar, a ver potencial nas diversidades, por que no mundo dos negócios a gente tem que aprender a agir como o chefe determina, representando a unidade de uma pessoa? Quem disse que a idéia dele é melhor que a sua?
Se conseguir um emprego tem a ver com ser moldado aos padrões de uma hierarquia, qual a função de tudo que a gente aprende? Se a proposta do mundo é abaixar a cabeça, a lição poderia ser ensinada em dois tópicos de uma única aula.
Vou regar mais um pouco o meu idealismo pra ele não morrer na secura...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Tempo de quem?
Isso não significa, no entanto, que temos controle pleno das opções que fazemos e sabores que optamos.
É assim com nossas próprias vidas. Percebemos que estamos velhos quando perdemos a noção de contemporaneidade e passamos o tempo [quase] todo dizendo a mais clichê das frases já inventadas pela soberba raça humana: “no meu tempo”. E é inevitável que todos, eu disse TODOS, sem exceção, digam [pelo menos uma vez na vida] essa frase tão idiota e deprimente.
Velho não é ter 80 anos, barba branca, ser careca, ter corcunda, usar óculos, vestir suspensório, ser surdo e falar baixo [e fofo – por conta da dentadura]. Isso é um estereótipo ridículo. Ser velho está além. Significa ser ingênuo e medíocre a ponto de acreditar que nada no mundo de hoje funciona como “no seu tempo”.
Sentir saudade é saudável, acredite. Lembrar das coisas com carinho é manter respeito pelas pessoas que te cercaram e cresceram contigo, além de mostrar dignidade para si mesmo. Importante é fazer isso sem pretensões comparativas com os tempos atuais.
Sou da época em que para jogar bola [de “capotão”] na rua tinha que pedir autorização para a mãe [e ficava de castigo se, além de ganhar o jogo, eu aprendesse um xingamento novo!]. No meu tempo a violência era menor pelo simples fato de eu desconhecer o significado desse vocábulo [estava protegido pelo escudo da minha idade: seis anos!].
Sou do tempo em que Atari e Master System [video games] eram brinquedos caros, só para crianças ricas. Quem não tinha era obrigado a se despir da timidez e conhecer algum coleguinha que tinha a fantástica tecnologia. E mais – tinha que usar a lábia para poder brincar junto. Nada mais agradável do que ir à locadora escolher um cartucho diferente e, na volta pra casa, tocar campainhas e sair correndo.
“No meu tempo”, passar de ano na escola era obrigação. Hoje eu não me importaria de repetir algumas séries se me fosse garantido o direito de estudar novamente na Escola João Vendramini. Trocaria alguns anos adolescentes de farra pelo pátio repleto de árvores centenárias daquele estabelecimento de ensino. Se pudesse, lá seria o palco do meu primeiro beijo, da minha formatura e do meu casamento. Minhas melhores lembranças são os dois anos que lá passei e lembro com o mesmo calor das coisas que fiz essa manhã.
Sou do tempo em que brigar com o irmão não era rebeldia: era comprovar a árvore genealógica da família. Entre todos os planos que eu fazia, o mais importante era me tornar amigo do meu irmão, sem imaginar que pra isso era necessário sentir a saudade da distância. Queria ter afinidade com as ciências exatas para inventar uma equação que convertesse quilômetros em abraços. Aliás, carinho deveria ser uma unidade de medida indispensavelmente usual.
“No meu tempo”, ser adolescente era madurar, desenvolver até a fase adulta. Não tínhamos a pretensão de ser adultos. Queríamos apenas viver o que nos era proibido por algum motivo idiota pouco aparente.
Sou da época em que se apaixonar não era cafona: era bonito, simples de coração. Fazer planos com a namorada não era norma social, era apenas a tendência natural de fugir da possível solidão. Era uma terapia ocupacional pra quem amava demais e ser sozinho era pouco. Desde então eu já era boêmio e sonhava com noites regadas a bebidas, conversas de botequim, poesias e o sereno da madrugada que causaria uma pneumonia fatal. Todos acreditariam que a causa mortis seria mal do século, ou morrer de amor. Mais charmoso isso que bala perdida!
Minha geração herdou o costume de presentear a namorada com bombons e flores. Hoje inventaram a tal cesta de café da manhã, mas as flores e os chocolates persistem. Acredito que o diferencial, atualmente, seja ser galanteador. Aliás, uma das atividades que defendo a eterna existência.
Sou do tempo em que casamento era festividade desejada e planejada, verdadeiro acontecimento social. Não era algo tão banal e chorar durante a cerimônia não era ridículo. Por mais moderna que a pessoa se considere, na hora em que seu irmão estiver no altar esperando a noiva, uma onda de sentimentos vai tomar conta do seu organismo e todas as coisas bonitas que você acreditava quando era criança virão à tona e farão sentido. Nessa hora você perceberá que a tradição persiste e o significado de casamento não mudou tanto assim.
“No meu tempo” ser feliz era simples e barato: custava apenas uns chicletes, balas e doces de mercearia. Sonhar não precisava ser necessariamente na hora de dormir. Bastava apenas não ficar no meio da rua enquanto divagava sobre filosofias infanto-juvenis e durava até minha mãe me chamar para o jantar.
Sou da época em que nem tudo que passava na TV era bom, mas mesmo assim a gente queria assistir. Sou da época em que todo mundo queria o novo. O tempo de hoje é novo. Vivemos no novo! Afirmar que determinado tempo é melhor ou pior que outro significa assinar um atestado de intolerância, afinal, certeza é a coisa mais subjetiva que existe.
É no silêncio do caos da perda de sono que a gente presta atenção em como a vida passa com a mesma desatenção de quem escreve um texto ouvindo músicas com fone de ouvido.
Em que tempo você vive?
sexta-feira, 15 de junho de 2007
A pertinência das prioridades

Todo mundo por fora. Bom mesmo é viajar.
Quando a gente está num ambiente novo, tudo é lucro. A comida sem sal do restaurante da esquina ganha sabor de prato típico. A bebida com o valor quase dobrado facilmente é digerida [literalmente] pela justificativa de estar submetida a tabelas de preços turísticos. Ficar perdido no centro da cidade não causa desespero: desperta um desejo inevitável de fazer turismo e um incontrolável sentimento consumista.
Turista nunca é pobre, nem mesmo os que efetivamente são. Ele sempre acha no meio da carteira, embolado com o lenço ou no bolso da bermuda com que entrou no mar um último centavo de seu dinheiro para gastar com uma besteira qualquer. Reafirmo: besteira qualquer. Se fosse para o remédio, certamente não encontraria.
As prioridades são as mais diversas [e inúteis possíveis]. Seja para a cerveja, para a hora da lan house para postar fotos, para a camiseta com os dizeres “alguém que me ama muito e esteve em Vitória se lembrou de mim”, para o chaveiro que dará de presente à chefe... Se os motivos forem estes [ou mais absurdos], o dinheiro sempre rende.
O mais importante, entretanto, são as pessoas. Elas fazem com que cada minuto de conversa e centavo desperdiçado nas horas de lazer se transformem em aprendizado. E com a maior “cara de pau”, humildade e simplicidade se tornam importantes pra você. Uma referência especial nos cinco minutos que antecedem o sono. E fazem sentir saudade, da maneira mais bonita que existe.
Antes de ir a Vitória, para o encontro da RENOI [Rede Nacional de Observatórios de Imprensa] eu tinha colegas. Agora tenho amigos.
Dica da semana:
A receita da felicidade é simples: separe o dinheiro das passagens [ida e volta] e seja feliz!

